Macedo, SS e Band abocanham as verbas do governo Bolsonaro

Se o Brasil tivesse ainda um Ministério Público, a reportagem da Folha sobre o fato de que Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, continua com seus negócios privados com emissoras e agências de propaganda com as quais trata, em nome do Estado brasileiro, de negócios, além do sujeito ser expelido do cargo, por intolerável desvio ético, o Brasil estaria discutindo agora o inexplicável favoritismo que a Record e a Bandeirantes têm na distribuição da publicidade estatal.

Não há qualquer justificativa técnica ou econômica para a assimetria na distribuição de verba publicitária, ainda mais quando ela é – ou deveria ser – de utilidade pública.

Goste-se ou não da Globo, mostram que ela – embora em processo contínuo de queda, ainda tem pouco mais da metade da audiência.

Custo, em publicidade, mede-se basicamente pelo número de pessoas que visualizam a mensagem. Claro que pode haver variações pelo recorte de público que se quer alcançar mas não, como nos números levantados pela Folha, uma diferença tão grande nas destinações de verba.

Ou mesmo uma política de incentivo a quem se propusesse a fazer televisão sem baixarias e mundo-cão.

Mas não com este nível de distorção.

A participação da emissora do bispo Macedo e a da de Sílvio Santos, proporcionalmente à audiência, é pelo menos o quádruplo da que tem a emissora dos Marinho. A da Band chega a ser, sempre na proporção, seis vezes maior.

Imaginem se metade disso estivesse ocorrendo num governo petista. Estaríamos diante de editoriais furiosos, apresentadores vociferando e, claro, de promotores expeditos exigindo que prevalecesse a “mídia técnica” na programação publicitária do Governo Federal.

Ms com Bolsonaro, vale o “quem quer dinheiro?” o um espírito nada santo que bate palmas para quem põe a mão no bolso.

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7 respostas

    1. Pois é a famiglia marinho enriquece ano após ano graças ao sistema financeiro e as leis que favorecem a elite brasileira. Se a globels estivesse mesmo sendo prejudicada não ficaria babando no saco desse governo.
      Espero que o PT tenha aprendido a lição, teve a oportunidade de em 13 anos no governo criar uma emissora pública de qualidade, mas como sempre foi covarde.

  1. se o gráfico tá certo, o que diminuiu da rede lodo, foi para as outras emissoras. então a despesa total, continua a mesma

  2. Lembrando que o ministro dos esporte Orlando Silva no governo Dilma viu a a Mídia pedir a sua cabeça ao usar cartão corporativo na compra de tapioca por 8,30 o qual ressarciu. Por isso foi obrigado a pedir demissão, com Bolsonaro, na época deputado, exigindo moralidade no governo. O que temos agora é uma podridão moral que a mídia acoberta, pois também está mergulhada nesse pântano que criou e alimenta.

  3. A pergunta a ser feita é quando que os procuradores de fato vão provocar uma mudança radical dentro do MP, isolando e censurando estes procuradores fake que jogaram sua profissão na mais completa desonra.

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