Maia derruba Lava Jato de Brasília, mudança à vista na PF

A decisão de Raquel Dodge de pedir o arquivamento do trecho da delação premiada do empresário Léo Pinheiro -o mesmo que deu motivos à condenação de Lula – que se referiam a Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e a José Ticiano, irmão do presidente do STF, José Antônio Dias Toffoli, seria a razão do pedido coletivo de desligamento dos procuradores que compunham a seção da Força Tarefa da Lava Jato em Brasília, junto aos tribunais superiores.

Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira assinaram um comunicado onde dizem que “uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF ” os levou a pedir seu desligamento da Lava Jato brasiliense e, no caso de Branquinho, da Secretaria de Função Penal Originária, à qual a Força Tarefa está subordinada.

É, ao que parece, o ato final de desagregação do Ministério Público Federal, às vésperas da indicação do novo procurador, um processo que se tornou autofágico pela politicagem que tomou conta da Instituição.

Mas não é o único fato grave que acontece neste campo: a Folha diz que “a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, é tratada internamente como quase irreversível”. Valeixo, convenientemente, pediu férias e some do mapa esta semana.

Para o seu lugar, seria indicado o delegado , Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e amigo de Jair Bolsonaro.

Anderson tem uma ficha complicada. Foi acusado de tortura, em denúncia aceita pelo Tribunal Regional Federal de Brasília, acusação da qual foi absolvido em maio do ano passado na 12a. Vara Criminal de do DF. A acusação rendeu uma matéria na revista Época, em 2011, que hoje chegou a ser repetida pela publicação, mas logo depois retirada da internet.

Anderson não tem proximidade com Moro e estava afastado há algum tempo – pelo menos desde 2011 – das atividades policiais, atuando como assessor na Câmara dos Deputados.

Resta saber quanto tempo Sergio Moro resiste no cargo. Já não engole sapos, engole brejos.

 

 

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