O ‘tiquinho’ que falta está à vista. E temos pressa

Não é estatístico, nem é científico, mas é da política observar os sinais que surgem nas proximidades das eleições, como agora, a dois domingos da votação em primeiro turno.

E os dois sinais que vão ser tornando marcantes nas campanhas eleitorais nestes dias que já nos deixam a apenas duas semanas da eleição estão evidentes.

O primeiro é a escalada de agressividade de Bolsonaro contra Lula. As supostas “ameaças comunistas”, os apelos ao conservadorismo moral e ao negacionismo dos problemas e da crise real do país que importam, mas uma afirmação hipócrita de valores morais que, ainda por cima, são escancaradamente falsos.

É um evidente discurso de perdedor, de quem não tem esperanças com que acenar, mas que agita perigos imaginários. Ainda que o antipetismo seja ainda forte, não há quem o aponte como majoritário.

O majoritário, ao inverso, é o antibolsonarismo e ele hoje só encontra uma forma de manifestar-se, que é o voto em Lula.

Isso não é uma desqualificação dos demais candidatos, é um fato que vai ser afirmando óbvio, o que é o segundo movimento perceptível na formação da consciência do eleitor.

E, nela, a clareza de que Lula é o instrumento da afirmação da vontade de corrigir o rumo do país, vai se revelar num crescimento, que nos últimos dias já se tornou visível, do crescimento da campanha do ex-presidente.

A pesquisa Ipec de segunda-feira, se ampliar, mesmo que na margem de erro, a vantagem de Lula vai ser decisiva para acelerar este processo, que depende de tornar palpável a expectativa de vitória da aliança petista.

Na campanha de Bolsonaro já não há expectativa de que haja alguma reversão expressiva na sua desvantagem.

Entramos na reta final da campanha e é agora a hora da decisão. E, por isso, ser afirmativo.

O ‘tiquinho’ de votos que falta a Lula está à vista e é preciso esforço para alcançá-lo.

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