Mandetta põe “o pé na jaca” ao defender adiar eleições para 2022

É necessário adiar as eleições marcadas para outubro?

Pode ser que sim, pode ser que não, e ninguém tem as ferramentas para julgar, agora.

Muito menos se elas podem ser adiadas por um mês, dois, até três meses, o que não criaria nenhum trauma político ao passar de janeiro para fevereiro a posse dos prefeitos eleitos.

Se alguém tinha de lançar esta proposta, ninguém menos indicado do que o Ministro que deveria, a esta altura, despir-se de todo o partidarismo por conta de comandar, como Ministro da Saúde, o enfrentamento de uma pandemia mortal.

Você consegue imaginar um Adib Jatene ou um José Gomes Temporão fazendo isso em meio a uma epidemia?

Luiz Mandetta fez exatamente o que não poderia fazer, ainda mais numa hora em que o Governo Federal e os estaduais se desentendem diariamente nas medidas a tomar para conter a expansão do novo coronavírus.

Seja ou não a intenção, isso parece ser feito sob medida para atender aos desejos de Jair Bolsonaro de ter o partido que ele não consegue formar, pelas vias legais e normais, apto a disputar prefeituras na esteira da “onda” que ele espera formar com sua candidatura.

O que sugere ele é, nem mais nem menos, o “golpe do coronavírus”, para que não apareça, nas cidades, a estrondosa rejeição ao atual presidente, sem chance de ganhar, com candidatos próprios ou “abduzidos” de outros partidos, eleições em cidade grandes ou médias.

O sr. Mandetta acaba de inventar uma “cloroquina eleitoral”, uma falsa terapia para o que, até agora, não demonstrou capacidade: transformar o acatamento da sociedade à ação das autoridades de Saúde em algo confiável e por isso, a ser respeitado por todos.

Se alguém, até agora, vinha tendo um crédito de confiança unânime, mesmo pertencendo a este governicho, era Mandetta.

Meteu-se no que não era chamado a meter-se e, assim, “meteu o pé na jaca”, que é como aqui se acariocou o termo jacá, o cesto que os burros carregam e que quando algum embriagado (até de poder) tenta subir, enfia o pé e acaba caindo.

 

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