Mangueira: os livros não contam e a TV pública não mostra

Lê-se na Folha que a a TV Brasil não transmitirá o desfile das escolas campeãs.

De nenhuma, é verdade, mas deve-se ler: da Mangueira, com seu alegremente cáustico enredo sobre os excluídos.

Nenhuma razão de “programação”, como alega a sua direção: de 21:30 h às três da manhã repetirá alguns dos  Verão Show, programa do final de 2018.

Como também nenhuma razão “comercial”: como a Globo, detentora dos direitos de transmissão só passa “flashes” do desfile das campeãs, cede as imagens para quem queria ver na íntegra pela TV Brasil.

Grátis, isso dá à emissora alguns de seus melhores desempenhos em audiência.

Mas para quê, nesse Brasil de hoje, falar dos quilombolas “de sete arrobas”, dos negros “da malandragem” e dos “índios da indolência”, como dizia o General Mourão. Ou da Marielle que os deputados do partido bolsonarista vilipendiam quebrando placas em sua homenagem?

O carnaval, como se sabe, é agora, na versão oficial, aquela Sodoma desvairada que o presidente tuíta.

Que, com ou sem TV, não se privará de mandar o algoz das liberdades para onde o mandou no Carnaval.

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6 respostas

  1. vamos combinar
    foi indigesto D+

    Não bastava Marielle em bandeiras (que coisa linda aquilo)
    teve bandeira com índios, negros e pobres
    teve tbm o General patrono sapateando em cima de corpos negros
    e os bandeirantes retratados como perversos matadores
    e mais o carro da Ditadura assassina

    foi dose pra leão, eles nunca vão digerir isso

  2. Como não assisto mais as televisões, danem-se. Meu negócio é ver tufo pela Internet.

  3. 1- Não existe mais o feriado da terça-feira gorda. Assim o Carnaval fica restrito ao sábado e domingo. Bem entendido!
    2-. O desfile de escolas de samba, em especial do Rio, é o maior, mais completo e complexo espetáculo artístico do planeta.
    Fosse de outro país 100% da nossa população aplaudiria invejosa. Mas a maioria tá nem aí para as múltiplas faces das artes que são apresentadas num desfile. Música e letra, coral, enredo/histórias com temas, quase sempre, nacionais, fantasias, cenários, esculturas, iluminação, coreografias, efeitos especiais e etc E tudo isso dançando/cantando com tempo determinado num espaço de 800m. numa única apresentação. Tá bom prá vocês? Esse certame tem regras que as próprias escolas fizeram.
    Ah, se fosse nos isteites, nossa elite e classe a mérdia pagariam os tubos para ficar na arquibancada. E voltariam elogiando.
    Último lembrete: Morta a golpista globo teremos aqui a FOX, CNN, HBO, Netfllitttsss YouTube e outras merdas estrangeiras que matarão tudo que resta de nossa cultura.
    Saudades do Brizola que poria essa gringalhada e os nossos ricos e remerdiados prá sambar na Apoteose.

  4. Acabar com o futebol e o carnaval sempre foi o desejo dos que querem dominar o Brasil. Todo vestígio de cultura de âmbito nacional, que possa unir o povo e conferir orgulho e vontade de viver, deve ser destruído para que haja a submissão total a uma outra cultura e às migalhas que ela reserva aos vencidos.

  5. O carnavalesco da Mangueira estava a fim de quebrar. Quebrou. Contou História, não estórias. Se informou e fez um relato confiável sobre vários temas. A História é ciência, é a verdade ou o que é mais próximo dela. O enredo da Mangueira é complexo e polêmico simplesmente porque expõe verdades nunca dantes conhecidas pela massa. Por exemplo, apresenta os bandeirantes como o que realmente eram: sanguinários escravagistas de índios, os guaranis. Não cita as batalhas do M’Bororé (1640-1641), em que os guaranis, dirigidos e armados pelos jesuítas deram um cacete tão grande nos bandeirantes, que eles perderam a vontade de escravizar índios. A partir daí, os índios passaram a ser considerados imprestáveis para o “trabalho” e o Brasil passou a importar negros da África. Me desculpem, mas a nossa História tem um grande componente de bandidagem. Mais do que o normal. Não se faz um PAÍS com o lixo que está aí.

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