Mesmo com ‘abafa’, mercado acusa o ‘efeito Guedes’

Não há quase nada nos jornais, nem nas redes de TV, mas a realidade existe, apesar disso.

O mercado financeiro recebeu com muita preocupação a revelação das empresas offshores no Caribe pertencentes a Paulo Guedes e a Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.

Neste momento, o dólar testa os R$ 5,42, alta de 1% sobre sexta-feira. E o pior: seu par para a definição se haverá ou não aumento logo da gasolina, o preço do petróleo, dispara 2% hoje, de volta à marca dos 80 dólares por barril, o tipo Brent.

É verdade que, como diz o presidente desta infeliz República, tudo poderia ser pior.

Em qualquer país do mundo o ministro teria caído ou estaria caindo ainda hoje. Mas não há sinal disto por aqui, porque os meios de comunicação “passam pano” para o absurdo que se revelou com o argumento de que se trata de um “investimento” declarado, e não para o que de fato é uma offshore: uma empresa no exterior, com capacidade jurídica de comprar e vender, sem a ciência do Estado brasileiro, outras empresas, terras, imóveis, lanchas, aviões e tudo o mais que o dinheiro seja capaz de adquirir.

Exige-se, dos candidatos a cargos públicos, de presidente a vereador, declarações completas de suas propriedade e isto é dado ao conhecimento público e objeto de um sem-número de reportagem: quem é o mais rico, quem teve maior variação patrimonial, quem tem empréstimos públicos ou privados.

O ministro da Economia e o presidente do Banco Central, que, com uma canetada, influem sobre trilhões de reais, não têm de fazê-lo de público, mas só numa ação entre amigos na Comissão de Ética que passa os olhos e diz que está tudo bem?

Não é “um investimento no exterior”, ou um simples bem, mas um ente comercial, capaz de operar – e sem registros, num paraíso fiscal – todo tipo de transação financeira ou mercantil.

A credibilidade de Paulo Guedes, que era nenhuma, passou a ser, agora, uma condenação moral fácil de entender.

Fica no ministério porque a “turma da bufunfa” tem que entre em seu lugar um animador de auditório feito o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

 

 

 

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