A mídia já “elegeu” Huck para ser seu candidato

mutatis

Talvez, realmente, Luciano Huck esteja indeciso sobre ser ou não candidato e suas dúvidas não sejam apenas uma jogada de marketing.

Há muita coisa em jogo para ele, do ponto de vista de seus negócios: ele controla ou é sócio de dezenas de empresas.

Mas estes dias têm servido para mostrar que, neste momento, ele é o candidato dos grandes grupos de comunicação, que prometem – não sei se conseguirão – livrá-lo do tiroteio e do exame com lupa a que qualquer candidato presidencial está sujeito normalmente e muito mais nestes tempos de histeria moralista.

Está claro, mesmo antes de declarar-se candidato, que Luciano Huck é – ou querem que seja – um fantoche da necessidade que têm de colocar qualquer um na Presidência da República, mesmo que seja um aventureiro despreparado e desprovido de sentido próprio.

Há Malans e Armínios prontos a cuidar do que interessa – as finanças – e Fernando Henrique para ser o sábio conselheiro do jovem príncipe. Huck poderá fazer a sua “social” livremente. O casal real e sua prole dourada farão  bela figura, não dando, até, quem sabe, um “ar de Suécia”.

Programa de governo? Redige-se-lhe um em poucos dias.

A política, destruída, arrasada e massacrada pelos meios de comunicação, está sem nomes.

A ideia que Michel Temer possa ser candidato à reeleição não resiste a um carro alegórico. Geraldo Alckmin dedica todo o seu tempo a escapar das rasteiras e facadas de seus “companheiros”. Bolsonaro, tem o teto da estupidez, embora estejamos a construir sobre ele, faz tempo, o terraço para “elevá-la”. Rodrigo Maia e Henrique Meirelles, desnecessário falar.

Huck é a sua grande esperança de enfrentar aquele que vier a ser o candidato do não – se impedirem que Lula o seja – que inevitavelmente surgirá. Protegem-no descaradamente e basta pensar o que seria o escândalo nos jornais e nas tevês, para qualquer outro presidenciável,  de um jatinho de R$ 17 milhões financiado pelo BNDES ou os R$ 20 milhões da Lei Rouanet revelados em sequência.

Huck, antes mesmo de ser um presidente-fantoche, está sendo o candidato-fantoche, o que não conduz, é conduzido.

 

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