Militares serão ‘soldadinhos de chumbo’ de Bolsonaro?

Lauro Jardim, em O Globo, confirma o que já era uma suspeita: foi Jair Bolsonaro quem teve a ideia de jerico de promover, amanhã, um desfile de tanques e outros blindados passando diante do Congresso e estacionando diante do Palácio do Planalto para uma singela entrega de um envelope com o convite a ele e ao general Braga Netto, contendo um convite para assistir manobras militares na próxima semana. Depois, rodas e lagartas rolarão, saindo, em frente ao Supremo Tribunal Federal, seguindo o seu caminho para os arrabaldes da capital federal.

A foto, é claro, será quase tão original quanto a do general Newton Cruz chicoteando automóveis que buzinavam, em Brasília, pela Diretas-Já.

Há tempo ainda para que a cerimônia seja modificada e aconteça com uma comitiva pequena. Bolsonaro já fez o que queria: acenar com um gesto de ameaça, de brutalidade e a exibição de suas intenções.

Mas não há sinais de recuo e talvez este não aconteça

, porque nunca se sabe se a loucura e o recalque presidencial irão ao ponto de produzir um desgaste imenso (um a mais, aliás) para as Forças Armadas, das quais Jair Bolsonaro dispõe como se estivesse brincando com soldadinhos de chumbo.

Papel ao qual, não importa com que irritação para alguns membros do seu Alto Comando, têm se prestado docilmente desde que foram substituídos seus comandantes e o próprio Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

E, com isso, avançam por um desfiladeiro cada vez mais estreito, que não tem saída senão colocá-las diante de um precipício.

É à derrota que Bolsonaro carrega os militares brasileiros, embora burrice e cupidez façam muitos serem cegos a isso.

Talvez devessem pensar em como terminou Newton Cruz, decrépito e caricato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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