Ministros-chave para a crise sumiram no rodamoinho do “mito”

Os dois ministérios mais importantes no combate aos efeitos da epidemia do novo coronavírus, por óbvios, são o da Saúde e o da Economia.

Ambos, neste momento, estão acéfalos, mesmo com titulares devidamente nomeados para os cargos de ministro.

Estão mudos e inertes diante do vendaval que nos assola, ambos obrigados a fazer algo em que não acreditam.

Nelson Teich, quase se escondendo, não pode contrariar os apelos bolsonaristas para o suicida “liberou geral” bolsonarista para que as pessoas se despejem a nada em um caldo viral nas ruas.

Paulo Guedes, obrigado a gastar e fazer do dinheiro um balão de respiração forçada para a economia asfixiada.

Nenhum dos dois tem qualquer articulação política e Guedes perdeu seu maior aliado, Rodrigo Maia, transformado em inimigo mortal pelas matilhas bolsonarianas.

Vê, paralisado, uma disparada do câmbio que já levou o dólar, neste momento, a R$ 5,40.

Teich e Guedes, necessários protagonistas, estão no fundo do palco, reduzidos a coadjuvantes e nem mesmo o “pacote de bondades” da renda básica de emergência deixaram-no administrar, entregando-o a um ressuscitado Ônyx Lorenzoni.

O proscênio é e deve ser exclusivo do bufão feroz.

Seu governo se dissolve e não será com agressividade que o recomporá.

Portanto, com idas e vindas, vai tentar chegar ao golpe, a sua cloroquina política.

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email