Moro, Deltan e as “Mãos Limpas” com bolso cheio

O novo capítulo das revelações dos diálogos da Vaza Jato traz mais um retrato da ambição por dinheiro e promoção que unia Sérgio Moro e Deltan Dallagnol.

Trocam dicas sobre quem “paga bem” por palestras, falam dos valores a serem percebidos, numa inacreditável promiscuidade entre as funções judiciais que exerciam e as “marretas” palestrinas a que se dedicavam.

Mais: que Moro não informava ao Tribunal, como é obrigatório, todas os eventos de que participava e que mentia ao dizer que não eram remunerados. Mesmo que parte fosse destinada, supostamente, à caridade, eram.

Diz que foi “puro lapso”, esquecimento.

O que mais importa aí não é a quantia, é o método e a “parceria” entre juiz e promotor no “negócio” das palestras e eventos remunerados.

“Mãos limpas”, mas bolsos cheios.

Parceria, aliás, é quase um eufemismo para dizer que eram sócios do bom negócio de explorar o prestígio obtido pelas funções públicas e que, a qualquer um, fica evidente que não seria obtido se seus réus fossem absolvidos.

Afinal, um dos chamarizes para a palestra esquecida, como registra a Folha, era a pergunta “quando é que vão prender o Lula?”.

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12 respostas

  1. Num dos trechos vazados, Dallagnol descreve como o público ficou “vidrado”, e como ele foi aplaudido de pé b no fim.

    O público pode ter ficado vidrado na época — acreditando estar diante de um abnegado homem público que lutava contra a corrupção.

    Agora descobrem que Deltan não era tão abnegado assim, seus métodos eram bastante questionáveis, e sua grande luta era pela autopromoção.

    1. Agora eles aplaudem mais ainda, pois são iguais ou piores que o Moro e o DD!!Afinal, tem até gente que MORO com ele!!!

  2. Ah, que vontade de entrar numa palestra dessas e fazer que nem certo sujeito fez no Texas.

    Sejumoro é um patife, mas sua platéia é tão vil quanto ele.

  3. Banqueiros patrocinando palestras para caírem nas boas graças dos interventores jurídicos do Brasil. E ontem, o presidente do Itaú deu entrevista à imprensa e declarou, feliz da vida, que tudo estava às mil maravilhas no Brasil: “Nunca estivemos tão bem! O desemprego está muito alto, em 12%, o que garante que podemos crescer sem pressão por aumento de salários!” Crescer? Quem? O país ou eles? Este é o tipo de gente que está ganhando bilhões com este governo, e empregando este dinheiro aonde? No crescimento do Brasil é que não é. E os militares, pode-se até apostar, estão acompanhando fielmente este tipo de raciocínio raso e primário.

  4. “Parceria, aliás, é quase um eufemismo para dizer que eram sócios do bom negócio de explorar o prestígio obtido pelas funções públicas e que, a qualquer um, fica evidente que não seria obtido se seus réus fossem absolvidos.”

    Isso que o Lula fazia. HAHA

    1. LULA fazia palestra durante p mandato, mo exercício da função pública? Estude antes de falar besteira!

  5. Crônica de um sistema totalmente corrompido. Mãos limpas com a alma chafurdando na lama.

  6. Sempre me referi a esta quadrilha da força-tarefa da CIA em Curitiba como a turma da operação “mani putane” – mãos prostitutas.
    O comportamento e objetivos desta gente nunca foi segredo para ninguém que não fosse tolo ou canalha.
    Mas mesmo agora que o Intercept expõe sua entranhas há os sórdidos que continuam defendendo-os – o fazem por que são iguais, em seu lugar fariam o mesmo.

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