A morte do reitor e o “Dossiê Auler”

dossiecancellier

Neste país de “justiceiros”, até agora, só se tem notícia de uma investigação séria e aprofundada sobre os episódios que levaram á trágica morte do reitor da Universidade de Santa Catarina.

Note-se que estamos tratando de uma vida humana e não de um pedalinho ou um aluguel de apartamento, estes objetos de insistentes, teimosas e obsessivas apurações, às quais se dá prazos curtos, curtíssimos e rigor implacável.

Tudo o que se viu, até agora, foi uma abjeta nota das associações de delegados federais, procuradores e juízes garantindo, sem examinar os fatos, que tudo foi normal, legal e que criticar o que aconteceu seria “manipular a opinião pública”.

Vê-se, portanto que – embora alguns de seus integrantes posam ter posição diferentes – as corporações acham que tudo está muito bem e não precisa ser analisado, mesmo tendo um corpo desfigurado, estatelado no chão frio de um shopping movimentado.

Disse, porém, que só há uma investigação séria e aprofundada sobre o caso porque o incansável Marcelo Auler  publica hoje um longo e detalhado relato nos fatos e circunstâncias que envolveram a Operação Ouvidos Moucos, as “prisões urgentes” que dormiram mais de 70 dias na gaveta, as mobilização de tropas em larga escala – 105 policiais –  para prender meia-dúzia de pacatos professores universitários e as ordens de prender, dá uma arrochada e se não render, solta”.

Vejam que espetáculo: quase dezoito policiais fortemente armados, muitos mandados vir de outros estados para prender cada um dos professores de meia idade, armados, no máximo, de uma caneta ou um bastão de giz.

Se ainda houvesse jornais neste país, dispostos a dar a Marcelo Auler as condições e um equipe para trabalhar no caso, não tenho dúvidas que que teríamos uma das mais importantes reportagens do ano em confecção.

Leia o texto no Blog do Auler, que faz, sozinho, o que grandes jornais não são capazes de fazer. Ou melhor, capazes, são. Só não tem tanto amor ao jornalismo e à verdade quanto ele.

 

contrib1

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

6 respostas

  1. Agentes deslocados de outros Estados rende diárias extras e talvez horas adicionais, assim eles combatem a corrupção, engordando os salários.

  2. Para quem não conseguiu abrir a matéria pode acessar em
    http://marceloauler.com.br/suicidio-do-reitor-agora-e-claro-nao-aparecera-responsavel/
    Evidentemente que a delegada é a maior responsável poe esse assassinato ela vinha com espírito justiceiro de Curitiba e essa era sua primeira operação de grande porte em Florianópolis como observa muito bem Aueler, ela confessa que ainda ouviria dezenas de pessoas mas já tinha formado convicção da culpa do reitor que havia assumida a Reitoria a poucos meses. Ela tem sangue nas mãos e a Universidade não pode se omitir na apuração desse crime. Que os envolvidos e a Midia querem abafar pois para a maioria da população de Florianópolis o Reitor é o Culpado e isso é não pode ficar dessa forma.

  3. “105 policiais pra prender meia dúzia de professores”… isso é que é “gestao” de recursos públicos, que de tão difícil de ingerir chega a dar indigestão!

  4. Apetites estranhos estes da delegada e turma , ela aprendeu com um “bom ” professor em Curitiba . As “crianças de Hitler estão aparecendo . Estão lá no sul muitos dos herdeiros , e estão dominando o judiciário e as forças policiais .
    Lá do sul . Um delegado perguntado – A delegacia só cabe 40 presos , hoje está com 60 presos como fica as condições deles neste espaço .
    – A minha função é prender e não de cuidar.
    E está valendo para todo Brasil .

  5. Por falar em Auler, o blog precisa ajuda financeira, bem como o Tijolaço. Esta guerra ñ venceremos com flores. ..
    Vamos lá turma, a Resistência precisa colaboradores !

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.