Nacionalismo de balcão

Tem lá a sua ironia o fato de Jair Bolsonaro ter colocado como carro-chefe das comemorações da independência uma promoção de desconto nas lojas do comércio.

Nem tanto pela piada pronta nestes tempos de florestas em chamas, da “queima total” da Amazônia, mas pelo que é a política econômica que se anuncia: a venda das riquezas do país a preço de banana, ou de quando a banana era barata.

Vendem-se as jazidas de petróleo do pré-sal, as refinarias e a rede de distribuição: inverte-se o “do poço ao posto” que os defensores de nossa petroleira advogaram.

No “saldão”, vão-se os Correios, a Casa da Moeda, a Eletrobras, como já se foram a Embraer e a Vale, símbolos de nosso progresso.

Os minérios das terras indígenas, promete-se às empresas mineradoras norte-americanas.

Os direitos sociais também torram-se, porque “custam caro” e nessa bacia se vão os investimentos e o sustento da saúde, da educação, da fiscalização que nos deveria ser armas contra os aventureiros.

Nada mais natural, portanto, do que uma liquidação representar a pátria neste Sete de Setembro.

É mesmo para acabar, e hoje só, amanhã não tem mais, nem para nossos filhos, nem para os filhos de nossos filhos.

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