Nem para bedel…

Bedel: o termo caiu em desuso, sobretudo porque a função desapareceu, à medida em que as universidades deixaram de ser clausuras e perderam a necessidade de “inspetores” para zelar pela boa ordem do silêncio.

Ou seja, evitar, balbúrdias, algazarras, alvoroços, vozerio, escarcéus ou rebuliços, para ficarmos no tempo dos bedéis.

Mas, pensando bem, nem esta definição serve a Abraham Weintraub, a patética figura que ocupa o Ministério da Educação.

Um bedel “das antigas” jamais se prestaria ao papel de entrar numa sala de guarda-chuva aberto, cantarolando, para dar um aviso ou fazer um esclarecimento.

Havia, para manter-me nos tempos idos, a “liturgia do cargo”.

Weintraub, porém, tem uma virtude.

Sua figura patética exerce um estranho magnetismo.

Atrai para si toda a burrice  nacional, ao mesmo tempo em que desfila em praça pública, como faz seu mestre Olavo,  a caricatura da estupidez.

Na qual se expõe, nu e cru, o ódio ao pensar, ao saber, à liberdade de expressão e ao espírito humano que a Educação encarna.

Weintraub educa-nos pelo reverso. Ensina a desprezar a imposição, a razão absoluta, o dedurismo, as falas de conteúdo vazio.

Não tivesse o poder de arruinar financeiramente a univesidade, o ensino tecnológico e tudo o mais que está ao alcance da mão, seria, quem sabe, a figura ideal para explicar-nos o que não deve ser um educador.

Serve para mostrar como alguém que o colocou no cargo que deveria ser um os mais importantes para o Brasil, não pode ser um governante.

A causa da defesa da Educação não é um arranjo político: é real, material, calçada na dura condição de um sistema que cresceu, absorveu e incluiu milhões de jovens e agora se vê sem verbas e sem rumos.

Mas Weintraub acaba por cumprir, por sua imbecilidade, o papel de alegoria do monstro.

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9 respostas

  1. Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz
    Am Dm G7 A7(4)/Bb A7
    E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz
    G7/B A7/C# Dm G7 C
    E vo…cê era a princesa que eu fiz coroar
    A#7/F Bb7M E7 Am9
    E era tão linda de se admirar que andava nua pelo meu país

  2. O guarda chuva dele, assumidamente, só consegue proteger a ele mesmo da tormenta. E o resto do país? E a Educação? Que se danem? Estou cantando e andando, é o que ele parece dizer.

  3. “Wein traube” em alemão é “uva vinífera” em português. Que coisa boa uma uva vinífera. Em mãos competentes, ela produz vinhos de delícia ao redor do mundo. As uvas viníferas são o resultado de centenas de anos de manipulação genética para conseguir variedades adaptadas ao solo, ao clima e à demografia consumidora. Tudo para fazer vinho, a bebida dos deuses, dos profetas e a minha. Um sujeito que ostenta o sobrenome de Uvavinifera, deformado na USP, chupabagos de um sifilítico mental, é agora o “encarregado” da educação no Brasil. A “balbúrdia” é mais importante que a produção acadêmica. Mas num governo de degenerados coisas “melhores” virão. Existe uma estrutura que vai impedir durante um certo tempo a transformação do país num lixão. Mas se as coisas não mudarem, kaput. O Brasil será um lixão.

  4. “Singing in the rain” do Weintrub foi a coisa mais patética que um político braileiro pode produzir nos últimos tempos.

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