No lugar dos médicos cubanos, o nada

Não é o Gramma, jornal cubano quem publica, é o conservadoríssimo Estadão quem revela que, três anos, quase, depois da extinção de fato (de direito, o programa permanece, capengando), o fim do Mais Médicos deixou 3.390 vagas de sem preenchimento em todo o país, sobretudo nas periferias das grandes cidades e nas regiões remotas do interior.

São os lugares onde muitos dos médicos brasileiros não querem trabalhar, com uma bolsa que – à época, não sei como está hoje – de R$ 12 mil e mais um abono para moradia e gratificação de acesso difícil. Até 2019, segundo o jornal, mais de mil médicos brasileiros (que sempre tiveram prioridade na contratação) desistiram de suas vagas.

O ódio ideológico aos médicos cubanos os fez irem embora, mas o tal “Médicos pelo Brasil”, com que o então ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou que iria substituí-los, até agora, não saiu do papel: o “novo programa de atenção básica em saúde de Bolsonaro, foi lançado em 2019, mas atravessou inoperante a pandemia da covid-19”, diz o Estadão.

Pudera, pois está sob o comando de Mayra Pinheiro – uma das médicas que foi hostilizar os cubanos em sua chegada ao Brasil. Conhecida como “Capitã Cloroquina”, só com a proximidade das eleições, publicou editais para preenchimento das vagas.

Claro que sob os aplausos do Conselho Nacional de Cloroquina, digo, Medicina.

 

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