Nos EUA, maioria se opõe à nomeação no ‘apagar das luzes” para a Corte Suprema

Pesquisa encomendada pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC mostra que a maioria dos norte-americanos (58%) se opõe a que Donald Trump indique de imediato – ele prometeu fazê-lo amanhã ou depois – o substituto da juíza Ruth Bader Ginsburg do país, morta na semana passada, na Suprema Corte. Apenas 38% que acham que o presidente deve submeter seu indicado ao Senado de maioria republicana imediatamente.

Trump, diz a imprensa dos EUA, deve indicar a conservadora Amy Coney Barrett, com quem se encontrou duas vezes nesta semana.

A maioria dos eleitores democratas (90%) quer que se espere, enquanto a maioria dos republicanos 80%) apoia o “é pra já” que alteraria o tradicional equilíbrio entre liberais e conservadores no órgão mais alto da Justiça.

Mas entre os eleitores que se declaram independentes – assim se identificam 37% dos entrevistados, enquanto 31% declaram-se democratas e 27% republicanos – é de quase 2 para 1 a proporção dos que consideram ilegítimo que Trump faça a escolha e o Senado confirme um nome antes das eleições: 61 a 34%.

Ainda que isso vá interferir pouco na ousadia de Trump, pode ter um efeito negativo para o voto de 3 de novembro, onde vão ser escolhidos os delegados para a eleição presidencial.

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