O BC enxuga gelo no câmbio

No mercado financeiro, está ficando claro que as intervenções do Banco Central , quinta e sexta, no mercado câmbio foram uma “operação enxuga gelo”.

Depois de cair, em dois dias, de R$ 4,35 (R$ 4, 38 foi um espasmo de uma hora, provocado pelo “bocão” de Paulo Guedes) para R$ 4,29, o dólar está oscilando em torno de R$ 4,325.

Já derreteu, portanto, a metade do que o BC enxugou entregando US$ 2 bilhões ao mercado.

Os sinais do exterior são todos ruins.

O Japão, nosso quinto maior mercado, teve uma queda de 1,6% no seu PIB, no quarto trimestre de 2019, o que representa uma retração, comparado ao mesmo período de 2018, de nada menos de 6,3%. Com a crise chinesa, é certo que vai, ao menos, repetir a queda no primeiro trimestre de 2020.

A Alemanha, outro grande parceiro comercial, cresceu 0,1% no 3° trimestre de 2019 e zero no quarto.

Embora o grau, aqui, seja absurdo, o dólar vem se valorizando fortemente em relação a quase todas as moedas mundiais , o que retira parte das vantagens de nosso câmbio na exportação.

Hoje, na CNN, um dirigente de fundos e investimentos diz que” o mercado de ações [norte-americano] está sob essa crença de que, não importa o que aconteça, o Fed [Federal Reserve, o BC dos EUA] nos salvará”.

De fato, é lá e só lá que se pode imprimir dinheiro sem gerar inflação, porque o dólar é o marco universal de valor, desde o fim do padrão-ouro.

Todos os sinais de economia mundial – que nos governa totalmente, por não termos rumos próprios – são de retração, a dúvida é só sobre quanto.

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