O cheiro forte do dinheiro

O “argumento” dos bolsonaristas e do próprio Bolsonaro para legitimar-se, em meio ao caos que é este governo, sempre é o do “acabou a corrupção”.

Claro que, para pessoas mais bem informadas e que já tenham visto anos de política passar sobre a janela, não é possível nem por um instante acreditar que quem corrompe a verdade, o convívio social, o respeito à vida humana e pretende até corrompe, pela força, as regras da democracia não iria ser honesto diante da possibilidade de “rachadões” que o poder oferece.

Mas “cola” para quem é mais ingênuo e se agarra nesta “última razão” para seguir louvando o seu “Mito”.

Ocorre, porém, que já se desenha um cerco ao bastião final das razões bolsonaristas e os jornais de hoje evidenciam que o fogo pesado da mídia sobre ele começou.

Na capa do Estadão, as indicações de superfaturamento e pagamentos a intermediários na compra da vacina indiana Covaxin vão se somar às denúncias de que, dentro do Ministério da Saúde, existiam pressões para encontrar-se “a exceção das exceções” para que o imunizante da Índia fosse comprado a toque de caixa.

O segundo assunto explosivo, de a grande mídia seguir o exemplo do UOL, em reportagem de Lucas Valença, dando conta de um relatório da Agência Brasileira de Inteligência recomendando ao presidente da República mantivesse distância do empresário Luciano Hang, por conta de seus negócios suspeitos, envolvendo sonegação fiscal, prática de agiotagem, contrabando e remessas ilegais de dinheiro para o exterior.

Além disso, de fazer parte de uma tentativa de fraudar o número de mortos pela Covid e de integrar uma complicada teia de interesses que envolveria o ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o empresário Meyer Negri e Sílvio Santos.

Jair Bolsonaro, a cada diz, tem mais razões para “surtar” como fez ontem.

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