O covarde Moro diante das armas

O Globo divulga trechos das justificativas enviadas pelo Ministério da Justiça ao STF diante das ações que pedem que seja decretada a ilegalidade do decreto faroeste que estendeu para milhões de pessoas o direito a portar armas, inclusive as de calibres antes proibidos ao cidadão comum.

É, para variar, uma demonstração de sabujismo ao Planalto e covardia ante a discussão do essencial: a adequação ou não da extensão do direito de portar armas e fogo.

Moro diz que o texto “foi elaborado principalmente no Palácio do Planalto, tendo, portanto, maior relevância as informações prestadas diretamente pela Advocacia Geral da União do que as prestadas por este Ministério”.

Então o ministro da Justiça e Segurança Pública é irrelevante numa questão que importa em armar – ou pelo menos legalizar que se armem –  milhões de cidadãos?

Isso e outras platitudes do tipo “não estou nem aí”, como a de dizer que, se a lei previa o direito de andar armado para algumas categorias profissionais, não há violação em estender esta liberação para outras, como os caminhoneiros, os políticos ou advogados.

A “efetiva necessidade”, que tinha de ser provada, pode ser “intuída” de forma genérica: se a Polícia Federal pode verificar, nos casos concretos, se há realmente necessidade de porte de arma,  o presidente também pode, ainda que de forma genérica.

Moro sai pela tangente porque sabe que o ato de Bolsonaro, que ele não teve coragem de “peitar” é, além de insano, absolutamente ilegal.

O pais continue aguardando que a ministra Rosa Weber arranje um tempinho para decidir sobre o assunto.

 

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15 respostas

  1. ” Os homens nunca fazem o MAL tão completa e entusiasticamente como quando o fazem por convicção religiosa”.
    Umberto Eco

    1. Assinar dizendo não ter nada a ver com isso é como vender a chancela pelo cargo que o espera no Supremo. Não sei o que é pior: acreditar na ilusão de solução pela violência ou não acreditar no que subscreve e assinar mesmo assim.

  2. Mais uma vez o Marreco de Maringá e sua famosa frase: “isso não vem ao caso”.
    Afinal qual seria a função de um Ministro da Justiça, senão falar sobre questões legais?

  3. Duvido muito que ele não sabia do que se tratava . A omissão faz parte e completa o seu próprio projeto . Quais as diferenças em se ” matar por susto , surpresa , forte emoção , etc , etc , e não ter inquer´to ou investigação . São idéias fascistas complementares a Bolsomaro e Moro , e ambos sabem que estão fazendo .

  4. Pergunta: O esse ex-bacharel entende sobre legalidade? O que sabe ele sobre leis brasileiras? Ao meu ver nada.

    1. Da legislação estadunidense, que ele e sua turma tentam a todo custo implantar no Brasil, entende tudo! Afinal, foram muitos “cursos e treinamentos”, pagos com o Erário (i. e., nós).

      1. Com direito a doutorado zipado? Pra mim foi um intensivão de instruções em alguma porão de Massachusetts ou maçaxucets onde quer que ele tenha ido.

  5. Nos tínhamos o Toninho Carandiru agora também temos o Serginho compaj.
    Tá começando agora já tem 15+ 42 = 57,
    no compaj

  6. O “serginho compaj”tirou a forca nacional de la, apesar do pedido do ministerio publico para ele manter nos presídios.
    O Lula era obrigado a saber o que acontecia na Petrobras será que o ministro não sabia o que estava oara acontecer ?

  7. rosinha deve estar consultando a literatura, até encontrar alguma coisa que lhe dê a chance de apoiar a matança

  8. Essa ideia do decreto foi justamente de Moro pra Bolsonaro. Pra não ter que se submeter ao Congresso. Democráticos do jeito que são…

  9. esperar a Rosa fazer alguma coisa é pura perda de tempo
    a imbecil só condena sem provas

  10. Se tiver que depender dessa ministra Rosa Weber, vai demorar muito, pois a covardia é uma característica principal dessa ministra “se a literatura permite”.

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