O “daqui a pouco” da Previdência

Até agora, 20 horas, não foi convocada a sessão de amanhã da comissão especial da Reforma da Previdência, na qual será lido o complemento do voto do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Dizem que esperam uma reunião com os governadores, no finall da manhã, para decidir e que este é o último prazo para a busca de um acordo para a inclusão de estados e municipios no projeto.

Em tese, interessaria aos Estados e Municípios, todos com a corda no pescoço, serem incluídos

A questão, porém, não está aí.

É que há um impasse na chamada “bancada da bala”, que tem mais votos no Congresso que os governadores.

Não estabelecer regras mais suaves para os integrantes das corpoprações policiais cria uma fragilidade enorme na votação, tanto na comissão quanto no plenário.

Rodrigo Maia está esticando a corda e deixando o impasse para os “baleiros”.

Além do mais, há um apelo dos líderesp artidários, em razão da presença de Sérgio Moro na Câmara, amanhã, para falar das revelações do The Intercept, para que a sessão da CCJ em que ele estará não coincida com a da comissão da reforma.

O depate, portanto, fica adiado por mais um dia. Quarta-feira, se tanto, vão ser votados os pedidos de adiamento da discussão do parecer.

Mesmo que o parecer seja votado na quinta, o que é improvável, ficam os destaques para a semana seguinte.

Já há bem poucas dúvidas que a votação, no plenário, fica para agosto.

Mais um presságio para a conta do mês de desgosto.

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6 respostas

  1. Viver nesses tempos do BozoAsno assemelha-se ao papel de passageiro de montanha russa, não há descanso, é um susto atrás do outro, restando uma diferença ao final: uma volta na montanha russa tem fim, acaba; já o passageiro do (des)governo Bolsonaro sente-se num inferno que não acaba, uma tortura que se renova a cada instante. As revelações de Intercept já teriam descarrilhado esse trem fantasma há tempos, não fosse o Brasil a mais estúpida terra da hipocrisia e do cinismo explícitos. Entretanto, Moro ainda vai a mais uma comissão na Câmara, quando já deveria estar escoltado pelo “Japonês da Federal”.

  2. Tudo que interessa a bancos e rentistas, sem surpresa, teria que ter um trâmite de um tucano abnegado e disciplinado, como esse Samuel Moreira.

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