O general se desmancha

Adiada para amanhã a parte final do depoimento de Eduardo Pazuello por conta de uma suposta crise vasovagal, interrompeu-se a virada de jogo que o ex-ministro da Saúde estava tomando na segunda parte do seu interrogatório, depois do relativo sucesso que tinha colhido na parte inicial.

Não creio que o “mal súbito” seja falso, ardilosamente armado para escapar a perguntas e intervenções que ficavam cada vez mais duras. Apelar para um estratagema destes , a esta altura, reforçaria a imagem de covarde que sobre Pazuello se construiu desde que apelou para o adiamento de seu comparecimento por uma suposta exposição ao coronavírus e, a seguir, apelou para um Habeas Corpus no qual conseguiu apenas uma fração do direito ao silêncio que requeria ao STF.

Simular um “piti” hoje seria mais um desastre e, mesmo verdadeiro, não foi bom para o general, que vai, por merecimento, ter de colocar mais essa na conta de suas evasivas.

E, com certeza, não aufere nenhuma vantagem com o adiamento, ao contrário. As contradições, mentiras, dissimulações e tudo o mais que vem declarando terão amanhã mais sublinhados, documentos, vídeos e áudios para serem desmentidos.

Aliás, é provável que alguma agência de checagem de notícias já esteja, amanhã, monitorando o que diz e forneça aos senadores, logo em seguida, fatos e dados para uma impiedosa demolição do general.

A degradação de sua imagem é irreversível e ele já é uma figura putrefata tem mais algumas horas de serventia, até que termine sua fala ao Senado.

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