O mal de Bolsonaro é o ódio

Jair Bolsonaro está voando para São Paulo, onde se avaliará a necessidade de uma cirurgia para desobstrução de suas vias intestinais. Como a qualquer pessoa, deseja-se o melho sucesso, havendo ou não intervenção cirúrgica.

Não é da natureza humana fazer o que ele próprio fez com Dilma Rousseff, dizendo que desejava que ela morresse de câncer.

Dito isso, duas coisas devem ser destacadas.

A primeira, a sua atitude – e a de seu entorno, familiar ou não – de não chamarem ou aceitarem a assistência médica com que ele conta, 24 horas por dia, no próprio Palácio do Planalto.

Um chefe de Estado não tem o direito de negligenciar assim a sua condição física, ainda mais depois, como ele próprio não se cansa de citar, depois de tantas cirurgias abdominais,

Só um completo irresponsável, se estava com espasmos respiratórios e dores abdominais , aos 66 anos, se expõe a todo o tipo de excessos, como a tal motociata de Porto Alegre.

Tivesse sido examinado, mesmo que haja o problema intestinal, não estaria na situação delicada que agora, como se anuncia, está.

A segunda atitude é decorrente da primeira. As redes sociais estão cheias de mensagens apelativas, tentando fazer um “remake” de 2018, culpando um “antigo filiado ao PSOL, braço esquerdo do PT” pelo que está passando e dizendo que Deus lhe “deu uma nova oportunidade” de lutar contra a corrupção e para “colocarmos o Brasil no caminho da prosperidade”.

Apelação da mais grosseira, destinada a colocar em pé de guerra suas falanges e vitimizar-se vergonhosamente por algo que, até ontem, achavam que não era “nada”.

Não se é irresponsável para fazer diagnósticos, mas é legítimo que todos nos preocupemos com o que esta situação vá nos levar, com um fundamentalista feroz se postando como vítima política de sua desídia com a saúde.

Porque Jair Bolsonaro não é dos que se sublimam com doenças sérias, mas se tornam amargos, vingativos e agressivos com elas.

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