O mercado abre a boca para mamar. Mas há pouco leite no Estado

O salto (5%) da Bolsa de Nova York, hoje, tem poucas chances e se sustentar.

Ele foi animado pelo aceno do Federal Reserve – replicado, horas de pois, por um comunicado do FMI e do Banco Mundial, de que se poderiam adotar medidas de expansão do crédito e mesmo de empréstimos a governos para financiar o combate ao coronavírus.

Natural, dinheiro é seu alimento e nada melhor que ser vendido barato.

O passo seguinte, porém, é o corte de impostos. Isto é, a transferência de renda pública para bolsos privados.

Os Estados nacionais, porém , estão “no talo”. Não é só no mundo dos pobres, como nós, que eles não arrecaam o suficiente para cumprir suas tarefas e governança e de provimento de serviços sociais.

Em poucos lugares – e certamente não aqui – existe espaço para cortar mais despesas públicas, que desde 2015 vêm sendo impiedosamente podadas.

As dívidas públicas, por toa a parte, se tornaram imensas. Não seria um problema em economias em expansão, é um drama nas que ficam estagnadas ou se contraem.

Mas não é o único nem o maior dano social.

A produção e os serviços, que geram renda e consumo, afundam – levando junto o emprego – e experimentamos isso nos últimos cinco anos.

E o vírus da pobreza, que ao menos estava parcialmente contido, volta a grassar.

A crise do coronavírus não para bancos, bolsas, financistas, para a produção, a atividade humana em fábricas, escritórios e serviços.

É esta que tem de ser recuperada.

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6 respostas

  1. Caminhamos para uma crise econômica e social sem precedentes. Que não se espere que o povo ficará quieto. Já estamos vendo explosões sociais em diversos países. Não será diferente no Brasil.

    1. Acredite, aqui será diferente. O brasileiro só tira a bunda do sofá se a globels mandar e pra ela está bom assim.

  2. Dinheiro não é mercadoria, mas a representação da mercadoria. A economia financeira usa o dinheiro para fazer dinheiro e portanto, é estéril, improdutiva. Somente os ricos e as elites é que dela se locupletam. A economia produtiva usa o dinheiro para a produção movimentando o trabalho e o mercado e a venda da produção gera dinheiro com o devido e merecido lucro. A economia produtiva exige esforço, trabalho e rende menos que a financeira (é o cassino das bolsas que determinam o valor dos “papéis” tornando-os preferenciais; por isso, o lucro é sempre convenientemente maior). A economia financeira mente quando diz que o dinheiro é o sangue que corre nas artérias e veias da economia do país. Não, ele é apenas utilizado para fazer os ricos mais ricos às custas do desenvolvimento e da pobreza do país. Às vezes a economia financeira se apoia no setor produtivo para dar uma impressão de ativismo produtivo, mas apenas para transformar valores abstratos em papéis e jogá-los na roleta das bolsas onde este papéis adquirem um status fantasmagórico. A economia financeira, a dos espertinhos vagabundos, só serve para sugar os esforços do trabalho em seu benefício e solapar toda a criatividade produtiva.

    1. Muito bem falado.
      A falha nesse sistema de produzir dinheiro do nada é que um dia a casa cai, pois não tem alicerces.

  3. Dinheiro não é mercadoria, mas a representação da mercadoria. A economia financeira usa o dinheiro para fazer dinheiro e portanto, é estéril, improdutiva. Somente os ricos e as elites é que dela se locupletam. A economia produtiva usa o dinheiro para a produção movimentando o trabalho e o mercado e a venda da produção gera dinheiro com o devido e merecido lucro. A economia produtiva exige esforço, trabalho e rende menos que a financeira (é o cassino das bolsas que determinam o valor dos “papéis” tornando-os preferenciais; por isso, o lucro é sempre convenientemente maior). A economia financeira mente quando diz que o dinheiro é o sangue que corre nas artérias e veias da economia do país. Não, ele é apenas utilizado para fazer os ricos mais ricos às custas do desenvolvimento e da pobreza do país. Às vezes a economia financeira se apoia no setor produtivo para dar uma impressão de ativismo produtivo, mas apenas para transformar valores abstratos em papéis e jogá-los na roleta das bolsas onde este papéis adquirem um status fantasmagórico. A economia financeira, a dos espertinhos vagabundos, só serve para sugar os esforços do trabalho em seu benefício e solapar toda a criatividade produtiva.

  4. Numa cidade de Minas um cidadão andava na rua com as mãos levantadas pro o céu e olhos esbugalhados exclamando :Mito,Mito. Levaram no pro Hospício e de acordo com informações médica, deverá ficar recluso pro resto da vida.
    Endoidou de vez

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