O país das ‘fake news’ oficiais

O Brasil de Bolsonaro é um país inacreditável.

O presidente da República tornou-se investigado pela disseminação de uma monstruosidade: relacionar a vacina contra a Covid com o surgimento de casos de Aids.

O ministro Alexandre de Moraes rebarbou o “deixa disso” da Procuradoria Geral da República sobre a live presidencial em que se dizia que pessoas do Reino Unido tinha desenvolvido Aids depois de vacinadas contra a Covid. E apontou o ato de Bolsonaro como parte de uma criminosa rede de divulgação de notícias falsas:

(…) não há dúvidas de que as condutas noticiadas do Presidente da República, no sentido de propagação de notícias fraudulentas acerca da vacinação contra o Covid-19 utilizam-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais, revelando-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados, especialmente diante da existência de uma organização criminosa”.

Mas não é só.

Os integrantes do Ministério da Saúde na Conitec – Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde – estão tentando cancelar uma decisão que afirme que a cloroquina e a hidroxicloroquina não têm serventia no combate à Covid. Isso, a esta altura, quando só desequilibrados mentais insistem com isso.

O pior, porém, não é isso. E também não é o fato de sabermos que os inquéritos e investigação não vão dar em nada.

É que parece que cessou uma epidemia que continua a matar, todos os dias, mais de 200 pessoas. É “só” um avião lotado a cada 24 horas e parece que nos conformamos com isso e só alguns tolos mandam não tirarmos as máscaras e liberar geral réveillon e Carnaval, em lugar de, conscientemente, voltarmos a nos encontrar em grupos pequenos, ao ar livre, com prudência.

E aí já não é só Bolsonaro, mas todos os que, por medo dos negacionistas, resolvemos negar também.

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