O pior dia entre os piores dias da pandemia

Hoje foi o pior dia de expansão de pandemia do coronavírus, por várias razões.

A primeira é a de que o número de novos casos diários continua se expandindo.

No final de fevereiro era de 1.350. Ontem, pouco mais de 16 mil. Hoje, 20 mil.

E com detalhes sinistros: os EUA, que eram o sexto colocado em casos novos, são agora o quarto e, amanhã, devem ultrapassar a Alemanha (3°) e, talvez, a Espanha (2°), ficando apenas atrás da devastada Itália.

24 horas depois de ter anunciado um plano e emergência que não contemplava o emprego e o trabalhador da informalidade. p governo fez mudanças.

Insuficientes e sem foco.

Dar 200 reais por mês ao trabalhador informal, num país que tem 40% de informais é medida cara para pagar e complexa para receber.

Não resolve, embora alivie, como não resolve, ainda que alivie, a projetada suspensão do contrato de trabalho e o pagamento de um seguro-desemprego antecipado. Daqui a três meses, será demitido e não terá o seguro desemprego.

Falta a compreensão que o pós-pandemia ainda será crise e que seus efeitos e perda de produção, emprego e renda seguirão por meses ou mais.

É preciso colocar dinheiro em projetos que, embora possam levar dois ou três meses para tornarem-se geradores de emprego, ponham suas providências.

Especialmente na construção civil e na áreas que estão com desemprego crônico, como a indústria naval.

A crise é na produção e nos serviços e é neles que a retração terá e ser combatida.

Redução de jornada e de salário é um tolice, que vai atingir, na prática, ninguém.

A visão de Paulo Guedes é meramente contábil.

Está muito longe de ser de um economista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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