O presidente Jim Jones

O mundo vive seu pior dia desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Passamos a ter mais casos fora da China (87 mil, contra 81 mil chineses).

Teremos , ao fim do dia de hoje, mais 13 mil pessoas pessoas infectadas e outras 700 mortas, em apenas 24 horas.

Só na Itália, 378,

Aqui, porém, o bolsonarismo fez um pacto com o fanatismo.

Diz que o coronavírus é “comunavirus”.

Que não existe e, se existir, não mata.

Em lugar de promover o distanciamento interpessoal, único remédio para desacelerar uma crise médica que o país não tem de enfrentar se for aguda, o presidente da República, ele próprio ainda suspeito de contaminação, vai saudar seus fanáticos, exibindo seu desprezo pelas orientações médicas.

Um imbecil insuflando imbecis, ao ponto de que em Goiás, Ronaldo Caiado, cujo direitismo dispensa comprovações, ser vaiado ao dizer que o coronavírus existe e é perigoso.

O presidente dissimulou e mentiu, de novo, ao ir à televisão fingir pedir que se adiassem manifestações que ele próprio insuflou e que, agora, demonstrou desejar que se realizassem.

Além de irresponsável é mentiroso e, com isso, expõe vidas alheias a riscos totalmente sabidos e desnecessários.

Bolsonaro é, em tudo, o pior dos maus exemplos e, desafortunadamente, também é o presidente da República.

Uma das duas coisas terá de deixar de ser.

A primeira, demonstrou hoje ser impossível deixar de ser.

O fanatismo cego não pode levar uma coletividade à morte.

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