O mundo entra no ‘modo pandemia’, porque a economia ainda é a real

A segunda-feira vai ser outro terremoto nos mercados financeiros.

No mundo e aqui, onde não adianta que Jair Bolsonaro diga na nova CNN Brasil (pode me me chamar de Fox) que é “extremismo” e “histeria” a epidemia, mas ela arrasou a economia real.

Nesta segunda-feira, os mercados vão viver outro banho de sangue, não importa a transfusão de dinheiro que lhes esteja oferecendo o Tesouro norte-americano, que zerou seus juros.

A economia real parou e isso vai se prolongar por meses.

O mundo das finanças, embora viva sua loucura especulativa, sabe isso.

Alguém, afinal, tem de prover o dinheiro que brilha nas telas dos computadores.

O Brasil não tem nenhum anteparo para tornar a consequências menores por aqui.

Ao contrário, nas primeiras horas de amanhã já se discutirá nos boards das empresas estrangeiras como retirar daqui o que for possível.

Bolsonaro elevou-se da categoria de louco útil à de louco perigoso.

O dólar voltará a bater os R$ 5 e a Bolsa descerá à dezena dos 70 mil pontos.

Vai começar – apenas começar – o inferno para os pequenos negócios – espinha dorsal de nossa economia – e para os trabalhadores informais.

O Goldman Sachs projetou uma retração de – 0,5% no PIB dos EUA no segundo trimestre, até agora em grandes expansões e os dados da China em plena epidemia vieram mais baixos que o esperado.

A aposta do mercado era um “agora vai” e a realidade é o inverso.

Aqui, pior ainda, porque já andávamos a passo de cágado.

E estamos no limiar de uma crise política que pode no levar a um novo impeachment.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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10 respostas

  1. Antes estávamos a passos de cágado. Agora mudamos de nivel para passos dessa palavra sem o acento.

    1. Claro, assim dá um bela diminuída nos números, dando a impressão de que o Brasil está combatendo de forma eficiente os números.
      Só vai ficar difícil esconder a taxa de mortalidade, que vai aparecer muito acima da média mundial, o que vai piorar a imagem do SUS perante o brasileiro e o mundo.
      A não ser que mascarem também as causas da morte, colocando como “gripe” e “pneumonia”.

  2. Hoje se comemora o aniversário de 30 anos do Plano Collor. Uma coisa é certa: muitos que votaram no Caçador de Maracujás votaram também no Bozo, mas todo mundo levou ferro. Quem estava certo era o Pelé que dizia que o povo não estava preparado pra votar. Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Não acredito que Deus seja tão burro assim.

    1. Aquilo foi feito p corrigir a hiperinflaçao herdada do Sarney. Talvez se Collor tivesse so dolarizado a economia como Argentina e Israel fizeram antecipando o plano real daria mais credito aquela medida

  3. Se não fossem dizer que é “teoria da conspiração”, eu perguntaria: porque os gringos estão saindo da Bovespa e do Brasil desde o ano passado, num volume inédito, quando nem se falava em coronavírus ?????
    Pelo andar da carruagem, o “apocalipse” econômico que está se desenhando no mundo, poderá matar muitas vezes mais do que o vírus. Não posso evitar uma sensação de estranheza, diante desse fenômeno que o Gustavo Conde chamou de “asteroide coronavírus”.

  4. A principal medida é a prevenção e foi este governo que detonou os programas de saúde da família (focado em prevenção) ao expulsar os médicos cubanos do país.

  5. A pergunta é: Alexandre Frota vai protocolar o pedido de impeachment do desgovernante irresponsável?

  6. O FED baixou os juros (1%) , mas lá é fácil pois eles fabricam dólares dia e note sem parar.
    Mas, a preocupação dele (governo) é muito grande, pois esta ciranda financeira pode levar a economia americano pro brejo. O medo deles é este. Se não há consumo não gera impostos e a exploração que eles fazem em cima de outros países (com o dólar) , pode virar um cataclisma.

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