O voto do marmiteiro, o voto da marmiteira (vídeo)

Muitos conhecem a história do “não quero o voto do marmiteiro”, versão da frase original do Brigadeiro Eduardo Gomes – “dispenso o voto da malta de desocupados” que apoiava Getúlio Vargas – com que o Brigadeiro Eduardo Gomes se afundou nas eleições presidenciais de 1945, depois que Hugo Borghi a traduziu como “não quero o voto dos mariteiros”.

Quase oito décadas depois, não poderia ser mais semelhante o episódio do bolsonarista que mandou a faxineira carente Ilza Ramos Rodrigues, de 52 anos ir “pedir ao Lula” a marmita que aliviava suas dificuldades.

Mas que não foi capaz de comprar sua consciência e, pior, produziu uma cena indefensável.

É quase um “dispenso o voto dos famintos, dos carentes, dos que precisam desesperadamente de solidariedade. E repugnante até aos que praticam, com sinceridade, a filantropia.

Não é caso isolado, como se pode depreender da história contada, sexta-feira, por Mauro Paulino, na Globonews. (veja no segundo vídeo).

Ilza, na sua simplicidade, resume numa frase o efeito deste flagrante de crueldade: ‘Deus transformou o mal que ele fez em bênção‘.

É óbvio que a campanha de Lula vai levar o assunto para a mídia e dar a ele mais repercussão do que já teve: e já teve muita nas redes sociais.

Não é um “tiro do pé” bolsonarista, é uma bomba radiativa, cujos efeitos vão se espalhar muito, ainda.

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