O voto impresso e o Tribunal que faz as leis

urna21

O Congresso Nacional aprovou lei e a então Presidente Dilma Rousseff – tal como tinha feito Lula, anos antes – determinando que uma pequena parcela das urnas eletrônicas (5% delas) tivesse impressora para que o eleitor pudesse ver – sem tocar – a versão impressa de suas escolhas registradas eletronicamente e, sem prejuizo da apuração por computadores, algum tipo de auditoria se pudesse fazer.

Mas, de novo, os nossos iluminados magistrados disseram “não, não, não” e vetaram a aplicação da lei, sob o argumento – expendido pelo vaidosíssimo Luís Roberto Barroso – de que seria “fazer uma aposta analógica num mundo que se tornou digital. O mundo se tornou um mundo eletrônico e digital e a gente vai ter que se acostumar com isso”.

Seria interessante o Sr. Barroso sugerir isso para o pessoal destas empresas de caixas eletrônicos, porque as dispensaria de conferir o dinheiro das máquinas porque, afinal, fica tudo registrado digitalmente, não é?

O mais grave, porém, é a sem-cerimônia com que este Supremo “julga” se as leis devem ou não valer, porque é pueril o argumento de que isso violaria o sigilo do voto de “analfabetos e deficientes visuais”, que , é obvio, não podem conferir os nomes escritos na tela ou se as teclas em braille corresponde aos número de seus candidatos, como alega a senhora  Raquel Dodge ao “fundamentar” a arguição de inconstitucionalidade da lei.

Lei? Que lei?  No Brasil, a lei é o que o Supremo quiser que seja, como foi, recentemente, o caso da prisão antes de transitadas em julgado as sentenças.

O Poder Legislativo foi usurpado pelos tribunais e a lei é apenas quando convém.

Lei, por aqui, quem faz é a mídia e o senhor Sérgio Moro, únicas instâncias definitivas e irrecorríveis.

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11 respostas

  1. Em tempo, a tecnologia de impressão deveria ser do tipo matricial.

    Porque se fosse do tipo fotossensível, haveria grande possibilidade de seis meses depois estar ilegível.

    Quanto aos juízes, não há muito o que comentar: De onde menos se espera, aí mesmo é que não sai nada.

  2. E a maioria dos legisladores encagaçados, devido aos seus rabos presos, diz Amém para os poderosos do STF e quejandos.
    E esse Barroso, em? O sujeito vestiu mesmo a fantasia de consertador geral da nação.

  3. Terrorismo de direita em Minas começa a tomar dimensões de Nicarágua. Quando começaram a tocar fogo em ônibus por todo os Estado, então já se via que o terrorismo iria escalar, com a ajuda de uma série de sanções econômicos injustificáveis feitas contra Minas pelo governo federal do Temer e principalmente de uma polícia que se acostumou por anos a fio a sempre obedecer ao honestíssimo Aécio Neves e não conhecia outro patrão. Temer criminosamente bloqueou 6 bilhões para Minas a pedido dos tucanos mineiros, o que seria fatal para o estado. Ainda bem que a ministra Rosa Weber atendeu ao governador e mandou desbloquear parte destes recursos. A criminalidade vinha caindo no estado há dois anos seguidos, e Minas de repente foi vítima de uma guerra sem quartel da mídia tucana, principalmente do Globo. Eram os clarins que se antecipavam ao terrorismo. O objetivo do terrorismo tem por fim descarado tentar evitar a reeleição do governo mineiro do PT. Aécio Neves ainda poderá voltar ao poder em Minas nos braços de black blocs oficiais.

  4. Não consigo ter outro entendimento sobre o que acontece no Brasil, a não ser a sensação de.seguranca, de impunibilidade, ou de consequências diante qualquer ação de figuras de estado. Ou seja, tem algo de muito podre e poderoso por trás. Este não.é.o.jogo para ser jogado com as regras de até então.

  5. Quem deu esse poder ao Judiciário foi o próprio legislativo. Lembro muito de Álvaro Dias e Agripino Maia atravessando a praça, com processos embaixo do braço, sempre que eram contrariados. Os togados gostaram da brincadeira e o resultado é esse: um legislativo que só serve mesmo como balcão de negócios.

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