Os idiotas do Leblon e seu imperador sem máscara

O alarme com que se tratou aqui do “liberou geral” anunciado pelos prefeitos e governadores enquanto os casos de infecções pelo novo coronavírus disparavam teve sua razão fartamente exibida nas imagens das aglomerações de jovens nas áreas nobres do Rio, que estão chocando as pessoas.

Óbvio que os que estavam ali, gente com todas as condições de estar bem-informado sobre os riscos de ficar sem máscaras e em “muvucas” tem sua responsabilidade pessoal. Mas é indiscutivelmente menor que a dos governantes que tinham a obrigação de impedir que isso acontecesse, até porque a contaminação não é um problema individual, mas coletivo, porque cada infectado é uma máquina de transmissão do vírus.

E nenhuma responsabilidade é maior do que a insistência de Jair Bolsonaro em estimular que nem mesmo a mais básica das proteções, a máscara respiratória, seja – ao menos isso – obrigatória nos espaços de uso coletivo.

O veto à obrigatoriedade do uso de máscaras em estabelecimentos comerciais e industriais, que evidentemente vai cair no Congresso, ao ser votado, é isso: uma sinalização de Jair Bolsonaro para que os irresponsáveis, os levianos, o que “se lixam” para a coletividade reconheçam nele o herói da insânia e do egocentrismo.

Se não pode mais ser o valentão que domina a cavalo a Praça dos Três Poderes, Jair Bolsonaro deste título “honorífico” não abre mão: é o Imperador dos Idiotas, o Rei dos Estúpidos, o imbecil-mor da estultice.

 

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