Os ‘nem Lula, nem Bolsonaro’ só são maioria na mídia

Escreveu-se aqui, dias atrás, que os ‘nem-nem’ – os que propagam que a solução para 2022 é fugirmos da polarização entre o ex-preisdente Lula e o atual, Jair Bolsonaro, eram uma invenção de uma direita refinada que não se confirmava na realidade, na qual não representaria mais que um quarto do eleitorado.

Estava errado, é menos, bem menos ainda.

Hoje, pesquisa publicada pelo Poder360, com seu braço de pesquisas, o PoderData, cruza os dados de uma pesquisa de intenção de voto (onde Lula tem 34% no primeiro turno, contra 30% de Jair Bolsonaro) e os índices de rejeição absoluta a ambos e conclui que apenas 12% dos eleitores recusam completamente ter de optar entre os dois.

Ou seja, não é um para cinco, é quase um para dez.

Portanto, o discurso “nem-nem” que a elite política, econômica e a grande mídia tentam impor como saída para o desastre em que foi lançado esta país tem muito pouca repercussão social e, na prática, funciona como linha auxiliar de Jair Bolsonaro, ainda que involuntariamente para alguns.

Pode ser que ainda funcione no primeiro turno para dar votação honrosa (chamemos assim às de mais de 5%), mas se dissolverá no segundo, sem chance para “escolhas difíceis”, viagens a Paris ou para o topo do muro.

A realidade sempre se impõe e numa crise ameaçadora como esta em que estamos, procurar terceira via é achar o caminho para que a barbárie continue.

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