Palco para um palhaço?

Será hoje à noite a reunião do comando da CPI da Pandemia na qual se “baterá o martelo” sobre a anunciada convocação do patético Luciano Hang para depor no Senado, em princípio na quarta-feira.

Tomara que não o chamem, porque será um espetáculo degradante, no qual só a decadência dos costumes políticos irá ganhar.

Trata-se de um destes endinheirados recalcados, que procura, com micagens, suprir a falta de qualquer atributo intelectual ou de empatia pessoal.

Do seu caráter, nada mais se precisa falar que as horrendas réplicas de fibra da Estátua da Liberdade, 3.600 quilos de mau gosto e, pior, do seu falso lamento pela mãe “ter morrido sem o tratamento precoce” contra Covid, mesmo tendo aquela pobre senhora tendo sido entupida do tal kit e de ozônio na tal Prevent Senior.

Mas não se negue a Hang o talento de clown, vestido com suas roupas de papagaio verde-amarelo, como um bobo da corte milionário, que acredita que o dinheiro lhe faz mais do que um mascate divertido.

E ele mostra que está pronto a explorar estes talentos na CPI, já divulgando um vídeo com algemas, sugerindo que as comprou para “economizar dinheiro público”.

Hang tem a certeza de que ninguém pode com o seu dinheiro e que, como aconteceu até agora, as irregularidades e situações obscuras de seus negócios estão protegidas pela condição de “amigo do homem”.

E é isso mesmo: enquanto houver Bolsonaro, Hang é ininputável e terá todos os “homens de poder”, em especial os de Santa Catarina, a seus pés.

O encontro de Hang com a justiça se dará, mas só daqui a algum tempo. Até lá, economize-se picadeiro para ele, porque é um erro subestimar a sua cara-de-pau e de mentir de forma convincente.

Numa delegacia de polícia, quando este dia chegar, sem plateia ou câmaras de TV, ele será outro.

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