Por que Fachin recusou a prisão de Dilma

Não creio que tenha sido por nobreza e consciência jurídica que Luís Edson Fachin tenha recusado o absurdo pedido da Polícia Federal para prender a ex-presidente Dilma Rousseff e, por extensão, alguns senadores do MDB.

A este Doutor Fausto, Mefistófolis há muito levou-lhe a alma.

A sensação é que acolher o insano pedido de prisão – onde há interferência de Dilma no andamento do processo ou qualquer risco de fuga ou periculosidade numa mulher à beira de completar 72 anos? – iria colocar Fachin em péssima situação diante do pleno do Supremo, pela falta de elementos fáticos a justificar seu ato de força contra quem o levou à cátedra suprema, enfrentando acusações e incompreensões.

Fachin, faz tempo, já é visto por seus colegas de corte como o “ahá, uhú” que dele escreveu Deltan Dalagnol, nas mensagens vazadas pelo The Intercept.

Até a turma do jardim de infância dos concurseiros do Ministério Público sabe que Fachin faz – ou fazia – tudo o que a Lava Jato quiser em matéria de perseguição ao PT ou à esquerda e seus aliados.

Ia passar o vexame de decretar uma prisão que seria revogada em dias pelo plenário.

Falta o outro lado.

Alguém acredita que um delegado qualquer da PF vai pedir a prisão de uma ex-presidenta da República sem elementos de prova muito sólidos, tanto que o próprio Ministério Público discorda da medida?

Houve, é claro, consultas, aos chefes, aos cheférrimos e ao chefão que, no caso da Polícia Federal é o Ministro da Justiça, sr. Sérgio Moro e não é preciso muita imaginação para adivinhar com que prazer isso foi estimulado.

Fachin é um caco, mas ainda não é um Brêtas.

Não se sabe por quanto tempo, porém.

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