Precatórios vão para o pós-Finados; dólar sobe mesmo com Selic

No manual do economês, hoje seria dia de baixa no dólar: taxa de juros mais alta (e com um pancadão) deveria, em tese, reduzir o apetite dos especuladores e das empresas que fazem seus mecanismo de proteção financeira pelo dólar como reserva de valor.

O que está ocorrendo, porém, é o contrário: o dólar abe a manhã subindo 1,25% e passando dos R$ 5,61, outra vez.

E, ao que parece, isso é resultado da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, , transferir para depois do feriado de Finados a nova tentativa de aprovar a PEC dos Precatórios ( e, com ela, a manobra “rompe-teto de gastos), depois de perceber que não a aprovaria ontem.

A dificuldade, além de evidente, é preocupante, pois é óbvio que, para conseguir os votos necessários, tudo indica que é preciso abastecer o tanque das emendas parlamentares e ampliar ainda mais o furo das contas.

Há também a piora da economia norte-americana, que cresceu 2% no terceiro semestre, contra uma elevação de mais de 6% no segundo, mostrando uma atividade fraca, embora com inflação muito lá, para os padrões deles lá.

Aqui, como se não bastasse o Banco Central anunciar que pretende repetir os 1,25% de juros na última reunião do ano e nas primeiras de 2022, já se fala em um taxa de juros de 12% em fevereiro/março do ano que vem. Terrível para os investimentos, porque nada consegue oferecer vantagem sobre uma preguiçosa inversão em renda fixa, com estas taxas.

O jogo da economia, sobre o qual será travada a disputa eleitoral de 22, ainda está sendo jogado e as cartas que vem à mão do governo não são nada animadores.

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