Preços inflam, Bolsonaro murcha

A linha ascendente dos preços – hoje mais uma ver confirmada pelo Índice de Preços ao Consumidor de setembro, apurado pela Fundação Getúlio Vargas em alta de 1,43%, o dobro do registrado em agosto, quando marcou 0,71% – vai provocando efeito igual e contrário na linha descendente da aprovação e popularidade do Governo Bolsonaro.

Na última edição da pesquisa PoderData, o presidente abriu o maior fosso de reprovação em todo o seu mandato: 33 pontos de diferença entre os 58% que o consideram “ruim ou péssimo” e os 25% que o acham “ótimo ou bom”.

A onda negativa da inflação bloqueia qualquer recuperação política de Jair Bolsonaro sem que haja uma reversão da situação da economia e não será com pequenas “bondades” que o presidente conseguirá recuperar, como o fez com o auxílio-emergencial de 2020, inverter a curva de desgaste de sua imagem e da do seu governo.

Pequenas, porque as que poderiam ser grandes como aquela estão descartadas pelo fato de não se viver um inferno pandêmico como então e, portanto, não se gozar de uma liberdade fiscal praticamente irrestrita.

O grau de confiança dos agentes econômicos cai , a expectativa por alta nos juros sobe e, com isso, a sustentação de qualquer otimismo econômico se esvanece todos os dias.

Ainda mais quando o próprio presidente da República adverte que nada é tão ruim que não possa piorar.

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