Prévias do PSDB mostram tudo, menos união

Um eleição com aplicativo mais que maroto – o que já levou à extensão da votação para as 18 horas – e pelo menos um “barraco” , o dos gritos da deputada do Acre, Mara Rocha, de que emissários de Doria ofereciam-lhe dinheiro para votar no ex-governador paulista ( ele votava em Eduardo Leite, mas seu candidato era Jair Bolsonaro!) não eram os melhores retratos da prévia do tucanato.

Impressionou, mesmo, o local esvaziado, iluminado em tons azul-arroxeados, a dar um tom fúnebre ao que deveria ser festivo.

A rigor, embora fazendo declarações de que haverá “unidade” assim que definido o candidato, será exatamente o oposto que acontecerá.

O PSDB não representa mais a direita brasileira e não digam seus “tucanos históricos” que não sabiam que, lá atrás, em 2016, a escolha de um aventureiro como João Doria para ganhar a prefeitura de São Paulo apenas para impor uma derrota ao petista Fernando Haddad não iria corroer as entranhas do partido, justo onde ficavam suas entranhas mais profundas.

É provável que vença Doria, mas nada é seguro numa disputa que foi, todo o tempo, travada nos bastidores, na cooptação de dirigentes e parlamentares.

E será pior ainda depois de amanhã: não faltarão acusações nem tão veladas e rancorosas. Seguidas de fatos, como o anúncio de saídas do partido.

Os tucanos achavam que as prévias seria pró-forma, servindo para um processo de mobilização da máquina partidária que poderia servir de trampolim aos baixos índices do partido nas pesquisas.

Peo jeito, serão mais próximas de um cadafalso que de uma alavanca.

 

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