Publicidade do governo muda para enfrentar a CPI

Reportagem de Daniel Gullino e Dimitrius Dantas, em O Globo, mostra que o governo suspendeu, com filmes já prontos, uma campanha de publicidade que “vendia” a ideia de que o Brasil já teria dado a “volta por cima” na crise e estava numa arrancada de desenvolvimento, sob o slogan “Brasil forte, uma grande nação”.

Oficialmente – até em documento assinado pela diretora de Publicidade de Secretaria de Comunicação da Presidência, Gislaine Passador de Sá, a suspensão se deu por “seu conteúdo ter se tornado incompatível com o contexto que o país passou a atravessar logo após sua autorização, quando os problemas decorrentes da pandemia de Covid-19 (número de novos casos e óbitos), que estavam em declínio, voltaram a se agravar”.

Os filmes, com óbvias referências às manifestações bolsonaristas e até, nas duas peças, com um simpático senhor de chapéu de palha cuja fisionomia lembra a de Jair Bolsonaro – malandragem primária – vão para o lixo, porque agora a necessidade do Governo é outra, como se comunicou à agência Calia, contratada para a tarefa: “apresentar as ações da gestão Bolsonaro para “garantir a vacinação de toda a população”.

Claro, uma resposta publicitária de milhões para reverter o que os fatos e a CPI estão mostrando: a desídia – proposital ou não – na obtenção de vacinas para imunizar a população.

Reparem: não é uma campanha de esclarecimento e convocação para a vacinação – sobretudo para a 2ª dose, tão atrasada.

Mais um bom assunto para que o sr. Fábio Waujngarten, que está para começar seu depoimento no Senado.

 

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