Qual será a nova “coincidência”?

Mais barulho na Casa 58.

Sem que ninguém lhe perguntasse nada, Jair Bolsonaro disse hoje que “outras acusações virão” sobre ele e sua família no caso Marielle Franco/Anderson Gomes no que, segundo ele, serão “armações, vocês sabem de quem”, sugerindo que partiriam do governador do Rio, Wilson Witzel.

É evidente que, assim, ele visa desqualificar previamente algo que já sabe será revelado, dentro do emaranhado que se formou na investigação do caso, que está a quatro meses de completar o segundo aniversário, sem solução.

O que é, não diz nem é coisa para que o distinto público deva saber.

Mas há pistas.

Há uma semana, o veterano repórter Plínio Fraga, que não é de usar agulha sem linha para furar água, diz que os investigadores do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, concentram-se agora “na busca de vínculos antigos e benefícios concretos oferecidos por integrantes da família Bolsonaro” com o suposto matador da dupla:

“O sargento reformado Ronnie Lessa, autor dos tiros contra a vereadora segundo denúncia encaminhada ao Ministério Público, morava no mesmo condomínio de Jair e Carlos Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Lessa, que está em presídio federal em Rondônia, sofreu um atentado em 2009. Uma granada explodiu dentro da Toyota Hillux que dirigia em Bento Ribeiro, na zona norte do Rio de Janeiro. À época segurança do contraventor Rogério Andrade, Lessa foi vítima de inimigos do então patrão. Os investigadores do caso Marielle aprofundam a informação de que integrantes da família Bolsonaro ajudaram na recuperação de Lessa após o atentado de 2009, o que mostraria uma ligação antiga do acusado com o clã.”

Hoje, a Veja revelou que exames detectaram o retorno do câncer intestinal de Fabrício Queiroz, ex-assessor da família presidencial e homem ligado à penumbra das ligações entre a polícia e as milícias, tal como Ronnie Lessa. Mais de um ano de escândalo das “rachadinhas” e, até agora, nenhum interrogatório pessoal do sujeito, inclusive sobre suas relações com o acusado de ser o matador da vereadora e do motorista.

E a grande mídia, numa postura quase que completamente passiva, não exige esta providência básica, para ajudar a esclarecer as duas situações.

Grave, mesmo, é pedalinho.

 

 

 

 

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