Weber manda Bolsonaro se explicar sobre Glenn ser “malandro”

A notificação de Rosa Weber para que Jair Bolsonaro explique o que quis dizer quando chamou o jornalista Glenn Greenwald de “malandro”, insinuando que tinha adotado crianças brasileira para se livrar de uma deportação é, infelizmente, inócua.

É evidente que o presidente não se retratará da estupidez que disse e sairá, de novo, pela tangente, como fez no caso das barbaridades que disse sobre o presidente da Ordem dos Advogados.

As diz aos montes e seguirá dizendo, porque essa é sua defesa.

Como no caso Marielle, abordado no post anterior, a estratégia de Bolsonaro é desqualificar pessoas, fatos e evidências que o atinjam.

O debate pobre do xingamento e do ódio.

Problemas eventuais que isso cause são resolvidos pelo “não foi bem isso que eu quis dizer”, enquanto a matilha brada que “é isso mesmo”.

Até porque, malandro por malandro, nada tão malandro quanto reformar a Constituição para fazer constitucional o que o Supremo decidiu sobre a prisão em segunda instância.

Mas disso, o presidente ou Sérgio Moro não precisam se desculpar.

O próprio Supremo pede desculpas por decidir.

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