Queda do PIB não é previsão, já é estatística

A queda da atividade no setor de serviços – responsável por mais de 60% do PIB brasileiro – registrada hoje pelo IBGE  (queda de 0,7% em março em relação a fevereiro e  de 2,3% na comparação com março de 2018) elimina qualquer possibilidade de que se regitre uma variação positiva ou mesmo neutra no Produto Interno Bruto do país.

Isso era reconhecido pelo Banco Central, na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada hoje cedo: “”Os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”

Mas a piora veio maior do que a maioria esperava: o mercado estimava e 0,1% a retração mensal e em 0,8% a diminuição na comparação anual. Agora, a única dúvida será o quanto significa o “recuado ligeiramente” previsto pelo BC e até quando ele irá.

Já há quem aposte em retração igual ou maior a 0,3% do trimestre.

Abril, já se sabe, tem a mesma tendência e não há sinais, na primeira quinzena de maio, de que algo tenha mudado. Pode haver, até, uma “pior menor” este mês por conta dos efeitos da greve dos caminhoneiros, no ano passado, mas será apenas um “alívio” estatístico.

Ninguém está achando nada no “Posto Ipiranga”.

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10 respostas

  1. Não vamos nos esquecer que a atividade industrial também despencou no trimestre em comparação ao trimestre equivalente em 2018…portanto o tal do “ligeiramente” do Bacen parece que virá bem menos ligeiro.

  2. O Posto Ipiranga só sabe dizer:

    – Se ganho dez, gasto dez.
    – Se ganho nove, gasto nove.
    – Se ganho zero, gasto zero.

    Enquanto já se discute lá fora coisas como a MMT (Modern Monetary Theory), temos aqui um ministro fundamentalista que parou no tempo em que os carros tinham rabo-de-peixe.

    1. O malandrão Guedes, provavelmente não gosta de trabalhar, e não propõe nada pra aumentar os ganhos e ser capaz de custear os gastos!

    2. Na verdade, o pais arrecada 10 eles roubam 100
      o país arrecada 9 eles roubam 90
      aí faz o país pagar a diferença, seja em extinção da aposentadoria e serviços públicos, seja em novos impostos.

    3. Nenhuma surpresa. Guedes sempre foi medíocre como economista. Para ser delicada, porque na prática ele sempre foi desprezado como fonte para qualquer análise econômica. Não poderia ser competente e ministro do Bozo, né? Foi necessária muita “ingenuidade” dos que acharam que ele seria de fato um posto Ipiranga…tá mais pra loja de conveniência de terceira categoria.

  3. o aumento do desemprego e a queda dos salários foram as únicas duas variáveis econômica que os golpistas conseguiram controlar e chegar exatamente onde queriam….. São phds em destruição econômica. Ao invés de usar tantas vezes a palavra “reforma” deveriam usar a palavra “demolição”.

  4. As manipulações explícitas da trama golpista (que começaram em setembro de 2003, com aquele atentado que matou TODOS os cientistas e pesquisadores envolvidos no desenvolvimento de VLS na Base de Alcântara, essa que foi entregue aos EUA, para lá fincarem uma base militar, tiveram uma 2ª e mais extensa temporada em 2005-2012, com a farsa/fraude do “mensalão do PT”) têm sido contínuas desde meados de 2013, com as chamadas “jornadas de junho”.

    A crise plantada e provocada pelos golpistas levou à estagnação em 2014. E de 2015 para cá, quando a Presidenta Dilma Rousseff foi impedida de governar, a recessão, a destruição do Estado Social, o desmonte e o entreguismo são contínuos. Eu JAMAIS me enganei pelas manipulações estatísticas pós-2016, visando falsificar a realidade vista, percebida, sentida e observada por qualquer cidadão de boa vontade a alfabetizado social e polìticamente.

    Se, e quando, for restabelecido o Estado de Direito Democrático, e forem revisados os estudos e estatísticas, constatar-se-á que este é o 5º ano consecutivo de recessão. O que mudou foi apenas a taxa de declínio, que hoje é menos intensa que foi em 2015-2016.

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