“Remendão” tenta salvar decreto das armas

Um imenso “remendão”, publicado hoje no Diário Oficial, tenta salvar o monstruoso decreto que liberou o porte de armas pesadas para, em tese, milhões de pessoas.

É quase inintelegível, de tantos “onde se lê, leia-se” que traz.

Em resumo, cria a estranha caracterização de que  “arma de fogo de porte” é a que pode ser disparada com uma só mão e “arma de fogo portátil” aquela que uma pessoa possa transportar, “tais como fuzil, carabina e espingarda”.

Embora as definições sejam um bom assunto para o Professor Paquale, servem para dizer que as primeiras continuam liberadas para todas as situações colocadas no primeiro decreto e as últimas só para quem possuir uma propriedade rural. Isto é, fuzil, “só” para fazendeiros e sitiantes.

O “remendão” é tão extenso que será preciso gastar horas para entender o que, além do “agrofuzil”, está permitido ou restrito.

Uma vergonha. porque, tal como no primeiro ato de Bolsonaro, acaba descendo a especificações técnicas, próprias de portarias expedidas por serviços especializados, no afã de tornar permitido o que a lei proíbe.

Veremos se o Supremo Tribunal Federal vai se dar por satisfeito com esta burla evidente e vai legalizar a morte a granel.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

12 respostas

  1. Estou curioso para saber os argumentos do “pai do iluminismo bolsonárico” – Luíz Roberto Barroso que deve defender o decreto, já que proclamou que o Brasil está sendo refundado.

    1. Barroso nao poderia ter alcunha mais apropriada, ja que suas manifestacoes sao, invariavelmente, puro barro.
      Um exemplo acabado do ditado que relaciona o traseiro dos recem-nascidos e a cachola dos ‘magistrados’…

  2. Foi apoiado pela indústria de armas e munições, agora tem que pagar a dívida. Detalhe: Indo contra a segurança de todos. De lascar!!!

  3. Bem, se essa porcaria permanecer, contribuiria de bom grado num “crowdfunding” para armar o MST, embora eles tenham dito que não querem saber de armas.

    1. Mas, pelo que entendi, seria para quem tem propriedade rural, ou seja “com terra”, e não “sem terra”.

        1. De qualquer forma, Guanabara, terá que passar pela aprovação de uma “autoridade” e, pra isso, o delegado tem que ir com a cara do pleiteante, não sem antes verificar se já postava foto no facebook fazendo gesto de arminha ?

  4. Pelos remendão do decreto, pode-se alegar que mísseis estão liberados.
    Afinal, eles nem precisam ser transportados e, precisa-se, apenas de uma mão ou até menos, só um dedo para apertar o botão!

  5. Este é mais um caso típico de bode na sala. Falam que vão liberar a compra de canhão, para depois recuarem e liberarem apenas a compra de metralhadora.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.