Se Temer é o dono do ‘centrão’ e o centrão virou dono de Alckmin…

Na formatação das candidaturas e de suas alianças, ninguém duvida, estamos assistindo a um negócio.

Tomemos, potanto, esta lógica de negócios para refletir.

Michel Temer é o dono do “centrão”, porque o “centrão” é o dono do governo.

Tanto que a sua determinação de que parassem as gracinhas com Ciro Gomes foi ordem dada e executada.

Agora, o “centrão” é o dono de Geraldo Alckmin, pois é dono de très quartos de seu grande “tesouro” eleitoral, o tempo de televisão.

Um velho cartesiano feito este que escreve não esquece daquela tautologia lógica: Se  A é igual a B, se B é igual a C, então A é igual a C.

Donde, como naquele tempo em que se escrevia abaixo das deduções matemáticas  o CQD ( de como queríamos demonstrar), pode-se concluir que Michel Temer é o dono de Geraldo Alckmin.

Passa-se à segunda propositura lógica: se Michel Temer é o dono do PMDB e Henrique Meirelles é o candidato do PMDB, logo Henrique Meirelles é candidato enquanto Michel Temer quiser que ele seja.

Pois Henrique Meirelles não é seu candidato, exceto para o papel canhestro de vestir a camiseta do “Eu sou Temer” e receber as pedradas, enquanto Geraldo de Tróia entra protegido pelo Cavalo do Centrão.

O resumo da ópera é que, agora, há um candidato de situação – Alckmin  – a se apresentar junto com um candidato de simulação (ou decorativo, se preferirem):  Meirelles.

E um dono de ambos: ele mesmo, Michel Temer.

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10 respostas

  1. O dono é Fernando Henrique Cardoso, Temer tem uma longa ficha corrida de serviços prestados ao príncipe tucano. O esquema tucano-centrão foi azeitado naquele principado, aliás Temer ajudou a garantir a aprovação da emenda da reeleição e barrou os pedidos de investigação e de impeachment contra o principado tucano. A ponte erigida para levar os tucanos ao poder novamente contou com o auxílio inestimável de Temer que além de ajudar a evitar o impeachment do príncipe utilizou para golpear o principal adversário dos tucanos, o PT, o que torna Temer em um mestre do impeachment, tanto de o evitar, como o de utilizar para chegar ao poder. O problema é que o príncipe apesar do apetite de um jovem já não tem nem saúde e nem os truques do passado. E como um rei virgem morrerá sem deixar herdeiros (digo herdeiros político, porque pessoalmente é de uma generosidade adotiva impressionante, próxima do mecenato , faz de tudo pelos filhos legítimos e ilegítimos).

  2. O GOLPE TEM CANDIDATURA OFICIAL. Os partidos do centrão que apoiam Alckmin ocupam vários ministérios e são a espinha dorsal do governo Temer. Nessas eleições, Temer é Alckmin e Alckmin é Temer!

  3. Quando colocarem o jênio com J, Pedro Parente, no palanque do Temer vai ser uma tragédia. O povão vai lembrar do preço do gás de cozinha e a classe média do preço da gasolina depois da politica tucana irresponsável de reajuste. Não tem Miriam Leitão e Merdal que salvem.

  4. “Se A é igual a B, se B é igual a C, então A é igual a C”. Não, em política isso pode ser completado com ‘guardada/salvo suas diferenças”!

  5. Ao tempo do Juscelino Kubitschek, o Centrão tinha uma ala digna e nacionalista. Foi desta ala que emergiu o próprio JK, que era tão nacionalista e progressista que mereceu uma aliança com o maior partido progressista. O Centrão era o PSD e os progressistas eram o PTB de Getúlio, Brizola e Jango. A Direita, deslumbrada com um absurdo caminho de liberalismo como sendo o “ó” da modernidade, era a UDN. A UDN pregava que nós, perus desarmados, deveríamos viver em liberdade harmônica com os lobos e as raposas. Eles poderiam nos usar como bem entendessem, que isso seria bom para nós. Hoje os direitistas são piores, são mesmo entreguistas que sabem o que estão fazendo, nos entregam na boca do lobo assados e com farofa, diz o Delfim Neto. O Centrão nos tempos de JK era conservador, abrigava políticos fisiológicos, mas era essencialmente digno. Hoje a dignidade desapareceu do Centrão. Hoje o Centrão é sinônimo de corrupção não apenas econômica, mas essencialmente de espírito. Corrupção espiritual. Traz o estigma da traição aos interesses e à soberania do país. Ao tempo da outra aliança Centrão/Progressistas que elegeu o Lula, esta dignidade ainda era visível em homens como José Alencar. Mas agora, quando o PMDB leva a bandeira do Centrão na marcha da aliança com o PSDB, o Centrão não tem mais uma gota de dignidade. Com o desastre político que ele ajudou a promover no país, o Centrão é apenas o instrumento para trabalho sujo, pelo qual o PSDB espalha a maldade sobre a Nação. Com que cara os políticos do centrão vão se apresentar aos eleitores? É óbvio que vem por aí a maior renovação parlamentar que o mundo já viu. E é preciso cuidado com os novos nomes que se apresentarão para esta renovação, e que poderão ser apenas reincorporações mais jovens dos mesmos antigos fantasmas.

  6. O tucanato como puxadinho do TemerLixo : A grande obra de Mineirinho e FHC !
    Mas pensando bem, é o que sempre foram : serviçais do grande capital internacional, abutres de seu próprio país….

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