Um ‘laranja do deserto’ no negócio da Covaxin

Não bastasse a compra das vacinas indianas ser contratada pelo governo brasileiro tendo um atravessador – a Precisa Medicamentos, de Max, o Francisco Maximiano da mesma Global Medicamentos que deu “calote” no Ministério da Saúde, a Folha revela agora a presença no negócio de uma misteriosa empresa dos Emirados Árabes, a Envixia Pharmaceutics LLC, outra firma de fachada montada para burlar impostos e dar um porto seguro à apropriação privada de recursos gerados por operações comerciais.

Quem assina pela empresa é Anudesh Goyal, que é diretor de outra empresa farmacêutica na Índia, a Invex Health, em Mumbai e, segundo o UOL, metido numa investigação sobre a venda de testes falsos para a Covid na recente crise . O jornal Times of India reporta que Goyal foi o intermediador dos negócios entre a Max Corporate Services e Nalwa Laboratories para testes de Covid no Festival Khumb Mela, uma das maiores festas religiosas do país, quando explodiu a onda da doença que chegou a matar 5 mil pessoas em um só dia.

Tudo indica que a Envixia seria uma espécie de “Cabo Dominghetti” empresarial, oferecendo “representações ocultas” claro que com vantagens para os que figuram oficialmente nos contratos.

Em alguma hora, porém, as vacinas – verdadeiras ou fajutas – teriam de aparecer.

Esta é , ainda, a parte oculta do negócio sujo das vacinas.

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