Um mês depois da morte, reforma recebe seu atestado de óbito

desaponta

Há pouco mais de 30 dias, quando Michel Temer “jogou a toalha” e admitiu que não conseguiria aprovar a reformada da previdência, o “mercado”, através de Rodrigo Maia e Henrique Meirelles, o faz abaixar-se, pegar o pano roto e fingir que ainda havia chances de fazer passar a tunga nos direitos dos trabalhadores.

Temer, reconheça-se, mobilizou mundo e, sobretudo, fundos, para dar uma sobrevida ao projeto. Como nunca, liberaram-se recursos públicos, distribuíram-se cargos e os partidos tiveram de fingir que “fechavam questão” e fingir submissão maciça ao diktat mercadista.

Agora, a pantomima acabou, embora ainda se possa, como se faz desde ontem, continuar fingindo mais algumas horas que a morta está viva.

A votação, ontem à noite, do Orçamento de 2018 é a senha para o esvaziamento do Congresso e muitos deputados já vão, este final de semana, exibir nas suas bases as benesses recebidas em troca do voto que não terão de dar.

Ao PSDB, ficou o “mérito” final de “fechar questão” ontem, poucas horas antes de encerrada a farsa governista.

É tão grande o revés que nem mesmo a antecipação do linchamento judicial de Lula está levantando os ânimos no arraial da direita.

O autointitulado czar da economia, Henrique Meirelles, sai mais fraco do episódio, tão tisnado quanto Geraldo Alckmin.

A insuspeita economia Zeina Latif, chefe da XP Investimentos (leia-se Itaú) diz hoje, no Estadão que  “faltou apoio político e sobrou oportunismo (ao governo)”. E faz pouco da possibilidade de  que aquilo que não funcionou agora vá funcionar em 2018.

Não se sabe até onde irão, mas os sinais são de um novo “abalo” no mercado financeiro, hoje.

O peru de Natal do governo, além de morrer de véspera, azedou.

 

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