Whatsapp faz o que TSE não fez e bloqueia (algumas) máquinas de ‘fake news’

Patricia Campos Melo, na Folha, anuncia que o WhatsApp enviou notificação as agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market ordenando que “parem de fazer envio de mensagens em massa e de utilizar números de celulares obtidos pela internet, que as empresas usavam para aumentar o alcance dos grupos na rede social.” Cancelou, também, as contas oficialmente vinculadas a estas empresas.

Mark  Zuckerberg, dono do aplicativo (e também do Facebook) tem, como se vê,mais poder e iniciativa que a Ministra Rosa Weber, presidente do TSE ou que o Ministério Público, que até agora nada fizeram, nem uma mísera operação de busca e apreensão nas empresas citadas na reportagem que, a esta altura, já deram sumiço em arquivos e papéis comprometedores.

Há um drama pouco visível nisso: é um homem, através dos diretores que ele colocou na empresa, quem tem controle absoluto do que são, hoje, os mais importantes meios de comunicação da sociedade. Aplauda-se o fato de que ele esteja fazendo algo, quando os agentes públicos nem piam, mas o restabelecimento da verdade não pode ficar na dependência de uma empresa privada e seu dono.

Tudo indica que estas quatro empresas são apenas algumas das que se dedicam a este sinistro negócio de espalhar “ondas” de mensagens pagas.E nada garante que os donos do aplicativo queiram atacar outras, não mencionadas na reportagem e, assim, abalar mais o prestígio do seu negócio, que movimenta trilhões de dólares e bilhões de usuários.

Ou então promovamos a substituição do TSE pelo board do Whatsapp que, mesmo que seja muito pouco, alguma coisa faz, enquanto os nossos juízes roem as unhas.

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