2.286 mortes. O país virou um caos fúnebre

Um salto de 300 mortes sobre as registradas ontem levou o Brasil à incrível marca de 2.286 óbitos sem 24 horas, disparado o maior desde o início desta infernal pandemia.

O número de novos casos – ainda que saibamos ser muitos mais, porque o Brasil não tem, até hoje, um sistema de testes públicos – passou dos 70 mil, garantia de que o número de mortes vai aumentar nos próximos dias e semanas, porque o sistema hospitalar está em colapso em grande parte dos Estados.

As 16 mil mortes apenas nos dez primeiros dias de março apontam um mês com mais de 50 mil mortes, isso se a média de mortes de agora (1.626) não piorar, como vem acontecendo todos os dias.

É urgente que o país inteiro decrete medidas de emergência para que a população pare de circular em transportes lotados, quese fechem comércio, shoppings, academias, bares, tudo o que está funcionando como ponto de encontro das pessoas com o vírus, das pessoas com a morte.

Permitir que isso siga acontecendo, mesmo com uma montanha diária de corpos – é chocante, mas não podemos naturalizar um número de vítimas fatais imenso – é assassinato, não tem outro nome.

 

 

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