Bolsonaro mantém a pressão sobre o STF

Jair Bolsonaro, como se disse ontem aqui, não quer relaxar a pressão sobre as instituições.

Logo cedo, nesta quinta-feira, já fez sua habitual provocação, chamando de “canetada” e de decisão “política” a liminar dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para sustar a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal.

E que não a “engoliu”:

“Eu não engoli ainda essa decisão do senhor Alexandre de Moraes.” “Não engoli. Não é essa a forma de tratar o chefe do Executivo”

Bolsonaro esticou a corda, apontando o óbvio: que a proximidade política é a chave das indicações, como a do próprio Moraes ao STF.

“Não justifica a questão da impessoalidade [da escolha]. Como o senhor Alexandre de Moraes foi parar o Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer, ou não foi?”.

É claro que há um avanço do Judiciário sobre os poderes do Executivo e a supressão de suas prerrogativas não por atos, mas por suposição de que estes serão praticados, dadas as relações pessoais.

Mas não é o caso de discutir esta onda de ativismo judicial que assola o nosso país. O caso é o do projeto plítico que move Bolsonaro.

É evidente que não está, essencialmente, preocupado em viabilizar uma nomeação na PF, até porque pode fazer outra – e há muitos dispostos a aceitá-la – mas em manter o discurso do “não deixam o homem trabalhar” que serve como desculpa ao seu fracasso.

E rabos presos não lhe faltarão a puxar, tanto na Justiça quanto no Parlamento.

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