A crise institucional está em curso, e acelerando

Está pouco percebido o processo de crise intitucional que está em curso no Brasil.

As relações entre Executivo, Legislativo e Judiciário são qualquer coisa menos as “harmônicas” previstas na Constituição.

Não é normal juízes e deputados derrubarem decretos presidenciais.

Não é normal um presidente revogar e reeditar decretos rejeitados pelo Congresso e pelo STF.

Estabeleceu-se um jogo de “gato e rato”, que passa pela mobilização de fanáticos como forma de luta política.

É muito mais grave do que tem parecido, porque está em curso uma guerra de usurpação de poderes, que é típica da formação de um regime autoritário,  porque é o Executivo, que tem o poder do voto direto que tende a colocar a opinião pública contra os poderes de representação indireta.

Por isso, de todos os três poderes com este ânimo de usurpação, a presidência é o mais perigoso.

Mas a reação dos demais e a falta de rumos no que propõe induz ao agravamento da paralisia do governo.

Num país afundado na crise, nem é preciso dizer ao que isso conduz.

Não ache que a crise são as revelações de Glenn Greenwald. Elas são apenas o catalisador dos conflitos que existem de fato.

Este processo é mais grave do que parece, porque está em pleno curso.

O poder, disputado a tapa entre eles, está se desagregando.

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18 respostas

  1. Que mais precisa acontecer ou ser revelado para que possamos sair dessa paralisia, reagir, vencer o Golpe e retomar o rumo da democracia e do desenvolvimento que vinhamos trilhando?

    Assistimos o cerco e o bloqueio total do governo Dilma que elegemos, assistimos a farsa do impeachment com todo o show de horror e imoralidade que o presidiu e o acompanhou, assistimos a destruição da economia e de direitos no governo golpista de Temer, assistimos os diálogos repúblicanos de Jucá e Sergio Machado, de Joesley e Temer, de Joesley e Aécio, a mala de dinheiro Rocha Loures, assistimos a impugnação da candidatura e a prisão de Lula, assistismo a vitória de Bolsonaro e nossa incapacidade de eleger Haddad, assistimos o discurso de posse e a posse de um ministério que como o presidente é o pior da história política do país, assistimos um desfile de propostas que nem no pior pesadelo poderíamos um dia imaginar, assistimos as investidas dos golpistas do Mercado e do Governo para destruir a Previdência Social, assistimos a publicação das conversas da “operação” que demonstram sobejamente (como se dizia antigamente) seu caráter de tribunal de exceção, o que mais precisamos assistir passivamente sem reação?

    1. Não esqueça das trilhas sonoras dos eventos:
      “Assistimos o cerco e o bloqueio total do governo Dilma que elegemos, assistimos a farsa do impeachment com todo o show de horror e imoralidade que o presidiu e o acompanhou” (enquanto isto, ouvia-se a trilha sonora “não vai ter golpe, vai ter luta”); …
      “assistimos a destruição da economia e de direitos no governo golpista de Temer, assistimos os diálogos repúblicanos de Jucá e Sergio Machado, de Joesley e Temer, de Joesley e Aécio, a mala de dinheiro Rocha Loures…” (enquanto isto, ouvíamos a trilha sonora “fora Temer”);
      …”assistimos a impugnação da candidatura e a prisão de Lula, assistimos a vitória de Bolsonaro e nossa incapacidade de eleger Haddad, assistimos o discurso de posse e a posse de um ministério que como o presidente é o pior da história política do país, assistimos um desfile de propostas que nem no pior pesadelo poderíamos um dia imaginar, assistimos as investidas dos golpistas do Mercado e do Governo para destruir a Previdência Social” (enquanto isto, ouvíamos e continuamos ouvindo a trilha sonora “Lula livre”).
      Parece que precisamos ajustar urgentemente a sintonia dos eventos e suas trilhas. Que, aliás, se tivessem real significância, teriam trazido de volta a democracia desde 25 de abril de 1984. Daí, costumo lembrar que, no Brasil, povo nas ruas faz mais fumaça do que fogo. As chamas verdadeiras só acontecem nos gabinetes com carpete e ar refrigerado.

      1. Quem cala consente, infelizmente essa é a leitura que espertamente a gente que frequenta ambientes com carpete e ar refrigerado faz das trilhas e das sintonias que tocam nas ruas. Volto a insistir: não reconhecemos o valor dos instrumentos de luta que temos a nossa mão, mas tenho certeza que nossos adversários sabem de seu valor e de sua eficácia. Mesmo eles que tem todos os meios de poder e todos os recursos disponíveis não dispensam o “ronco” das ruas, mesmo que seja essa emulação dos manifestoches canalhinhas da Tuiuti convocados pelos meios de comunicação.
        Me sinto cada vez mais um solitário defensor dos espaços tradicionais da política (parlamentos, partidos políticos, instituições do Estado e da sociedade civil, sindicatos, movimentos sociais, etc) e sou bastante desconfiado das possibilidades dos novos espaços políticos (quais mesmos?), mas não podemos abrir mão das manifestação de rua, principalmente, em momentos de ruptura da ordem democrática (como temos vivido desde 2013 de forma aberta e desafiante). Não estamos falando mais em luta democrática mediada por eleições. Estamos falando em guerra, uma guerra que não era nosso desejo, mas não adianta dizer que não se quer a guerra, se o outro lado está decidido a te destruir, a te eliminar. Quem ama a paz deve estar preparado para fazer a guerra, acho que foi mais ou menos isso que Maquiavel colocou em um famoso diálogo. Não temos defendido nossas ideias e nossas bandeiras (muitas vezes nem diante de nossos familiares e amigos). Esse embotamento tem sido fatal para nosso campo. E “eles” continuam contando com isso.

        1. Grato pelo comentário. Concordo com sua leitura, minha crítica não foi de encontro à ela, mas ao encontro. Tentei mais chamar a atenção para a dispersão de ações desencontradas entre si, que terminam transformando-se em mero ruído de fundo, sem impacto real sobre o medonho momento que atravessamos. A política lato sensu parece não achar saída de seu labirinto, a nova (??) política não a substitui e, se o poder não admite vácuo, a política não aceita a inexistência de políticos, facilitando a ascensão dos horrores que ora vislumbramos. O problema será como fazer guerra contra aqueles que, em um rompante de franqueza, um de seus integrantes denominou “profissionais da violência”. Note que interrogo como devemos fazer, não se devemos fazer. Ocupar as ruas, ainda que necessário, não bastará para enfrentar quem detiver o braço do Estado e não tiver escrúpulos em usá-lo. Poderia fazer parte de uma estratégia maior, mas no momento não parece haver uma. Aberto a sugestões…

    2. É aí que sempre esteve o problema,é a origem de todo que nos sucede.
      É nossa passividade perante as atitudes dos criminosos que os encoraja e lhes dá a percepção de que não tem limites.

      1. Exatamente isso, além de todos os poderes e meios que contam, jogam antes de tudo com nossa paralisia, com nosso silêncio, com nosso comportamento bovino, nosso “cada um por si”, nossa falta de ação política e de se estabelecer laços de solidariedade e de ligação mútua. SEM PARTIDOS POLÍTICOS VAMOS CONTINUAR NESSA PASMACEIRA, INFELIZMENTE NÃO INVENTAMOS OUTRO INSTRUMENTO DE LUTA POLÍTICA. NOSSOS ADVERSÁRIOS FORAM PRECISOS, CIRÚRGICOS NISSO. NÃO ERA SÓ O PT QUE ALMEJAVAM MAS TODO O EDIFÍCIO DEMOCRÁTICO. E CONTINUAMOS A NOS MARTIRIZAR SEM SABER QUE OS INSTRUMENTOS ESTÃO AINDA AO ALCANCE DAS NOSSAS MÃOS. O CANTO DE SEREIA DO “NOVO” ESTÁ NOS CEGANDO. NOSSOS ADVERSÁRIOS AGRADECEM.

  2. Já merece um pedido de impeachment pela palhaçada.Mesmo que não prospere, já serve como puxão de orelha.

  3. E tem droga na jogada: Helicoca do Perrella com meia tonelada de pasta básica. Avião decolando de fazenda do Blairo Maggi com 600 kg de cocaína. Avião da FAB, reserva na comitiva presidencial, flagrado em Sevilha, Espanha, sabe-se lá com que droga e qual quantidade.

  4. A coisa vai de mal a pior.
    Vamos acabar numa guerra civil.
    Ela vai começar quando, finalmente, tentarem tirar o fascista da presidência e ele vai insuflar as milícias, os bolsominions fundamentalistas e seus aliados nas Forças Armadas para reagirem matando e prendendo qualquer um que não se curve diante da nova ordem.

  5. Os últimos elásticos do suspensório da Democracia estão ainda segurando o país, para que não caia na ditadura olavista/lavajatista, que seria a mais terrível ditadura que Humanidade já presenciou. Nisso que deu juízes e militares se meterem na política, influenciados por vigaristas predadores e saqueadores que lhes venderam o absurdo e o caos Individualista do Neoliberalismo ultrapassado como sendo um passaporte para o Paraíso. E mesmo agora, sob os efeitos deletérios do veneno que compraram, ainda acreditam no contrário do que deveriam acreditar, que os verdadeiros patriotas são inimigos da Pátria. Eles, os vigaristas, queriam apenas sugar o país e deixá-lo exangue e descerebrado, como vai acontecer, se quem deveria defender o país não colocar os óculos da razão para enxergar com clareza.

  6. analise parcial

    faltou a mídia e as FORÇAS ARMADAS (isso pra não deixar de citar a turma do BBBB, bíblia, bala, boi e bancos no BRASIL que não se entendem tb)

    A presidência é como qq outro .aliás, por vezes, absurdamente FRAGILIZADA, como provou DILMA ..o que diferencia MESMO é saber quem esta com as ARMAS engatilhadas ..e aqui, BOZO, seus milicianos e generais saudosos de 64, estão levando de lavada

  7. A justiça que deveria fazer o seu papel no equilíbrio da balança se acovarda , tornando se inútil . Para que serve o STF , se não cumpre as suas obrigações constitucionais ? .

  8. Desculpem, mas com povo em casa jogando videogame, assistindo netflix e globonews, NADA vai mudar.

  9. A esquerda perdeu muito tempo com esse judiciário desrespeitoso com a constituição, venho falando à tempo, enquanto Lula for paz e amor ele vai apodrecer na cadeia. Será que não existe um Bin-Ladem pra dá um susto nesses covardes?

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