A ‘extorsão premiada’ na Lava Jato do Rio

Extensa e detalhada reportagem de Chico Otávio e e Juliana Castro, em O Globo, acompanha a ação da Polícia Federal que está tentando cumprir 14 mandados de prisão contra funcionários da Receita Federal que faziam extorsões conta pessoas que eram investigadas pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

O chefe do esquema, segundo o texto, era o auditor fiscal Marco Aurélio Canal, supervisor de programação da Receita na operação do Rio, que já havia sido apontado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, como o o autor da invasão e divulgação de suas informações fiscais.

A extorsão começou há três anos e se valia das devassas fiscais ordenadas pela Lava Jato para obrigar os alvos da investigação a pagarem propinas a auditores para que se livrassem das intimações e autuações que eles próprios faziam abrir contra os investigados.

Com o terror da Lava Jato, todos, claro, pagavam.

O esquema, dizem, só foi descoberto porque um dos extorquidos, que fizera um acordo de delação, resolveu contar que foi vítima do golpe, embora seja difícil que a menção pública ao nome de Marco Aurélio Canal, feita por Gilmar em um entrevista, não tenha influído no caso.

Ou que tenha sido este o único episódio onde o terror do lavajatismo não tenha aberto espaço para que os “homens do bem” não tenham feito algum dinheiro com o “combate à corrupção”.

 

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10 respostas

  1. Alguém disse que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe mais ainda. Ou, como diz o povo, no caso da lava jato, deram asa a cobra

  2. Quem se der ao trabalho de ler os comentários que tenho postado desde 2013 acerca do golpe de Estado e fechamento do regime (que de uma ditadura velada, já em vigor desde 2016, caminha para uma aberta e desavergonhada, mas capitaneada pelo sistema judiciário, este cooptado, corrompido, comprado pelo ACI do golpe, que são o Deep State etadunidense, finança transnacional e oligarquias) e da ORCRIM Fraude a Jato, chamando-a pelo que sempre foi e continua sendo – uma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA INSTITUCIONAL, COMPOSTA POR POLICIAIS FEDERAIS, PROCURADORES DO MPF E JUÍZES – não se surpreende com revelação e apresentação de provas públicas irrefutáveis de crimes diversos dessa máfia que se apoderou do aparelho de Estado Brasileiro. Os militares vira-latas e entreguistas não estavam, de início, no comando das ORCRIMS que, sabujas dos EUA, já tinham se vendido ao império e suas sucursais; mas depois eles não só se juntaram às ORCRIMS citadas como passaram a comandar o processo de golpe, desmonte e entreguismo, como ficou claro desde maio de 2016, quando bancaram a ascensão e manutenção do golpista, traidor, verme moral e vende pátria Michel Temer.

    O Professor Analista Político Nildo ouriques tem razão, ao afirmar que NÃO HÁ saída institucional ou no sistema democrático burguês.

    1. Esse pessoal do “uno” expresso tem “uma curiosa mistura de ingenuidade infantil e de idiotice senil”.

      1. Quem não entende ou finge não entender análises agudas, contundentes, como as que costumo fazer, apelam para desqualificar o mensageiro, em vez de construir argumentos para contrapor a mensagem; o uso de adjetivos ou substantivos abstratos depreciativos contra aqueles que dizem ou escrevem mensagens difíceis de se refutar por meio de argumentação lógica válida é “arroz de festa” pra essa turma.

        1. “análises agudas, contundentes” e, adiciono eu, modestas.

          “NÃO HÁ saída institucional ou no sistema democrático burguês.” Então aonde estaria a “saída” gênio?

          Incapaz de ter a coragem de criticar abertamente a democracia se escora no adjetivo mal aplicado e a chama de “burguesa”. E numa era de mega corporações e burocracias privadas e públicas que funcionam como um Estado dentro do Estado e que agem para subtrair poder da democracia representativa (esse o adjetivo correto e preciso), chamando de burguesa dá um ar de respeitabilidade e honorabilidade, a uma “burguesia” que já não existe mais (imagino as risadas que não dariam os irmãos Koch e seus congêneres toda vez que escutavam a palavra burguesa).

          Querendo ser agudos e contundentes passam apenas como óbvios e vazios. Me desculpem mas o “uno lento” não dá para ser levado a sério (Paulão o engenheiro era a exceção que confirmava a regra). Ele é apenas a manifestação da demência coletiva que tomou conta do Brasil. Nunca me surprende o fato de existir uma espécie de “buraco de minhoca” ideológico entre a loucosfera de “esquerda” e de “direita”.

  3. Que se apure se realmente os fatos ocorreram desta forma e se ocorreram que os funcionários sejam demitidos e percam os valores que roubaram. Na minha opinião, servidor público que comete crimes deveria ter a pena dobrada. Uma coisa é um ladrão que rouba uma bolsa na rua, outra coisa são autoridades munidas do poder estatal para fiscalizar e arrecadar em nome do Estado. Aliás vale o mesmo para o hacker da VazaJato versus as autoridades que vazam informações dos seus desafetos para a mídia corporativa.

    1. Pode ser que sim, mas duvido. Entre os presos, dos quais só conheço dois, um de certeza é excelente, deveria ser Secretário da Receita: competente, atencioso com colegas e com o público, sério, trabalhador. O respeito que tenho por ele, mesmo preso, não tenho por esse juiz, cuja hora chegará.

  4. Primeiro prende e depois discute. Continua a ditadura do judi$$iário. Entre os presos o meu ex-colega Leônidas (sou fiscal aposentado) quem sempre vi trabalhando pesado, cumprindo horário, atendendo com presteza, simpatia e competência tanto colegas como cidadãos comuns. Confio muito mais nele que no juiz que o mandou prender. Não falo dos outros porque não os conheço. Por mim o Leônidas é quem deveria ser secretário da Receita, claro que não neste desgoverno.

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