A morte em pronta-entrega

É pegar, pagar, levar e atirar.

O repórter Ivan Finotti, da Folha, mostra como é fácil, agora, ao “cidadão de bem” comprar, por R$ 19,9 mil – parcelados em até 10 vezes – um fuzil semiautomático daqueles que todo brasileiro, segundo Jair Bolsonaro, deveria ter para “não ser escravizado”.

(Questão básica: quem iria nos escravizar? Os militares brasileiros, as polícias e milícias tão ao gosto deste governo? Os chineses?)

No evento, em plena São Paulo, regado a cerveja, churrasco e musica “sertaneja”, comercializavam-se, também, revólveres, carabinas, pistolas e democráticos tacos de beisebol onde se lê, em letras enormes, a palavra “Diálogo”, talvez para indicar a conversa com o desastrado que quebrou a lanterna da picape no trânsito ou para restabelecer a harmonia, em casa, após uma discussão de casal.

E não é tudo:

(…)parei para admirar as prateleiras da loja. Socos ingleses, sprays de defesa pessoal, ganchos variados, arcos de flecha, luvas de todos os tipos. Botas, calças cargo, bonés camuflados, caixas de metal para armazenar cartuchos, uma família de machados que começa no bebê machado e cresce até o papai machado.

O texto é nauseante, retrato da estupidez a que estamos sendo levados.

Derrotar esta gente, com a arma civilizada do voto, é um dever civilizatório, urgente e absolutamente necessário.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.