Lula mais perto de vencer no 1° turno

Nunca é exato analisar pesquisas eleitorais apenas com aritmética e, menos ainda, sem considerar que eleição tem dinâmica e não para no tempo.

Mas não é possível deixar de considerar resultados que, há quase um ano, se repetem quase monotonamente, com variações muito pequenas na disposição do eleitorado brasileiro tanto no primeiro quanto no segundo turno deste 22.

Bolsonaro, em quase todos os levantamentos, vai de 25% a 31% das preferências; Lula, de 40 a 45% na primeira volta. No segundo, o ex-presidente em geral soma mais de 10% às suas intenções de voto. Já o atual ocupante do Planalto, de 3 a 5%.

Só por isso, fica evidente que a polarização que antecipa para o turno eleitoral inicial aquilo que seria, normalmente, a decisão da rodada final beneficia, escancaradamente, Lula.

Não se trata de querer que seja assim, mas de reconhecer o que se consolida como realidade.

Todo o resto se dissolveu na lama das tramas da malandragem otária dos caciques e nas ambições inviáveis de candidatos sem voto, embora de ambições transbordantes.

E olha que a mídia assoprou, como pôde, a tal “Terceira Via”.

Restam, como tocos minúsculos, João Doria e Simone Tebet, que nem mesmo espuma mais conseguem fazer.

Logo não haverá mais que 10% do eleitorado preso a candidatos que se tornaram fait divers, personagens fora do dilema central da história e que não compreenderam que, como coadjuvantes, seriam mais notados que como meros figurantes.

Isso não quer dizer que se faça uma ofensiva hard sobre eles, ao contrário. Além de ser legítimo o direito de todos os partidos disputarem uma eleição, isso amplia a resistência a um processo que vai e está acontecendo e que é mais fácil passar-se com o eleitor do que com os núcleos de campanha.

A eles, deixe-se a realidade se impor, já que a razão não foi suficiente.

 

 

 

 

 

 

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